Lendo…
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1
Devo continuar me orgulhando, embora isso não valha nada. Agora vou falar das visões e revelações que tenho recebido do Senhor.
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2
Conheci um homem em Cristo que, há cartoze anos, foi elevado ao terceiro céu. Não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, Deus o sabe.
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3
Eu sei que esse homem foi levado ao paraíso. Porém não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, só Deus sabe, mas ele ouviu palavras que não podem ser explicadas e que não é permitido ao ser humano falar.
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5
Desse homem é que me orgulharei. Mas não me orgulho de mim mesmo, a não ser nas minhas fraquezas.
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6
Pois, se eu vier a me orgulhar não serei tolo, porque estarei falando a verdade. Porém não me orgulharei para que ninguém pense de mim mais do que vê em mim e do que me ouve dizer.
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7
E, para que eu não ficasse orgulhoso demais por causa das grandes revelações que recebi, foi-me dada uma moléstia em meu corpo. Essa moléstia é um mensageiro de Satanás, enviada para me atormentar, a fim de que eu não me engrandeça.
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8
Três vezes pedi ao Senhor que tirasse esse tormento de mim.
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9
Mas ele me disse: “A minha graça é o suficiente para você, porque o meu poder é mais forte quando você está fraco”. Então, de boa vontade mais me orgulharei nas fraquezas, para que o poder de Cristo permaneça em mim.
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10
Portanto, fico feliz com as fraquezas, com os insultos, com as necessidades, com as perseguições e com as dificuldades por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.
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11
Tenho me tornado um tolo, mas vocês me obrigaram a isso. Vocês deveriam falar bem de mim, pois em nada sou inferior a esses “super-apóstolos”, embora eu não seja nada.
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12
Pelo menos, eu fiz entre vocês as coisas que provam que alguém é um apóstolo, a saber: sinais, maravilhas e milagres, e tudo com muita paciência.
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13
Assim, vocês receberam todas as coisas que as outras igrejas receberam, só que com uma diferença: eu não fui um peso para vocês. Desculpem-me por este erro!
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14
Agora estou pronto a ir visitá-los pela terceira vez, e não quero nada do que vocês possuem. Pois eu não estou procurando os bens de vocês, mas a vocês mesmos. Os filhos não devem sustentar os pais, mas são os pais que devem sustentar os filhos.
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15
Eu, de boa vontade, darei a vocês tudo o que tenho e gastarei até a mim mesmo pelo bem de vocês. Será que quanto mais eu os amo, menos serei amado por vocês?
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16
Está claro que eu não fui um peso para vocês. Mas vocês acham que eu os enganei e usei mentiras para pegá-los.
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17
Por acaso eu os explorei por intermédio de algum daqueles que enviei até vocês?
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18
Pedi a Tito para ir visitá-los e enviei um de nossos irmãos com ele. Por acaso Tito os explorou? Será que não nos comportamos com o mesmo espírito? Não seguimos os mesmos passos?
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19
Vocês estão pensando que, durante todo este tempo, nós estamos nos defendendo diante de vocês? Nós estamos falando diante de Deus como seguidores de Cristo, e tudo o que fazemos, queridos amigos, é para fortalecê-los.
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20
Pois receio que, quando eu for visitá-los, os encontre diferentes do que eu quero que vocês sejam e que também vocês me achem diferente do que querem que eu seja. Receio que haja entre vocês brigas, invejas, ódio, egoísmo, insultos, mexericos, vaidade e desordens.
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21
Receio que, quando for visitá-los novamente, o meu Deus me humilhe diante de vocês e eu venha a me entristecer por causa daqueles que pecaram e não decidiram mudar a sua forma de pensar nem de viver com relação à impureza, à imoralidade sexual e à sensualidade que têm praticado.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-6. As revelações do apóstolo; 7-10: Sua utilização para seu proveito espiritual; 11-21: Os sinais do apostolado estavam nele, seu propósito de fazer-lhes uma visita, e o seu temor de precisar ser severo com alguns.
Vv. 1-6. Não há dúvida de que o apóstolo fala de si mesmo. Não sabe se as coisas celestiais desceram até ele enquanto o seu corpo estava em transe, como no caso dos antigos profetas; ou se sua alma foi momentaneamente desalojada do corpo e levada ao céu, ou se foi levado em corpo e alma. Não podemos nem é próprio que o saibamos até conhecermos os detalhes deste glorioso lugar e estado. Não intentou publicar ao mundo o que havia ouvido lá, mas expõe a doutrina de Cristo. A Igreja está edificada sobre este fundamento, e sobre ele devemos edificar a nossa fé e esperança. Enquanto isto nos ensina a melhorar as nossas expectativas da glória que nos será revelada, deve nos deixar contentes com os métodos habituais de conhecer a verdade e a vontade de Deus.
Vv. 7-10. O apóstolo narra o método que Deus usou para mantê-lo humilde, e para evitar que se exaltasse de modo desmedido pelas visões e revelações que recebia. Não nos foi dito o que era esse espinho na carne, se era um problema enorme ou uma imensa tentação. Porém, Deus costuma tirar bem do mal, para que as desaprovações de nossos inimigos nos protejam do orgulho. Se Deus nos ama, evitará que nos exaltemos de modo desmedido; as cargas espirituais estão ordenadas para curar o orgulho espiritual. Fala-se que esse espinho na carne era um mensageiro que Satanás enviou para mal, porém Deus o usou, e o venceu para bem. A oração é um unguento para toda a chaga, remédio para toda a enfermidade, e quando somos afligidos por espinhos na carne, devemos nos entregar à oração. se a primeira oração não é respondida, nem a segunda, devemos continuar orando. Os problemas nos são enviados para nos ensinar a orar; e continuam para ensinar-nos a insistir em oração. Mesmo que Deus aceite a oração de fé, ainda assim nem sempre dá o que lhe é pedido; porque, como às vezes concede com ira, também nega com amor. Quando Deus não acaba com os nossos problemas e tentações, mas nos dá graça suficiente, não temos razão para nos queixar. A graça significa a boa vontade de Deus para conosco, e isso é suficiente para nos iluminar e vivificar, fortalecer e consolar em todas as aflições e angústias. seu poder se aperfeiçoa em nossas fraquezas, e sua graça se manifesta e magnifica. Quando somos fracos em nós mesmos, então somos fortes na graça de nosso Senhor Jesus Cristo. se nos sentimos fracos, então vamos a Cristo, recebemos dEle poder e desfrutamos mais das provisões do poder e da graça divina.
Vv. 11-21. Temos como dívida com os homens bons a defesa de sua reputação; e temos uma obrigação especial para com eles, e daqueles que recebemos benefícios, especialmente os benefícios espirituais de reconhecê-los como instrumentos para o nosso bem nas mãos de Deus. Aqui há um relato de um fiel ministro do Evangelho. Isto era o seu grande objetivo e intenção: fazer o bem. Notemos aqui diversos pecados que frequentemente encontram-se na vida daqueles que professam a religião. As quedas e as más obras são humilhantes para um ministro, e às vezes Deus toma este caminho para humilhar aos que poderiam ser tentados a se enaltecerem. Estes últimos versículos mostram a que excessos os falsos mestres haviam desviado os seus enganados seguidores. Que penoso é que tais males se encontrem entre os que professam o Evangelho! Porém, assim é e assim tem sido com grande frequência, e assim era até mesmo na época dos apóstolos.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público