Lendo…
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Certo dia, Noemi, a sogra de Rute, disse a ela: — Minha filha, tenho que achar um bom lar para você.
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Tenho estado pensando em Boaz. Ele é um dos nossos parentes e você já o conhece porque tem estado trabalhando com as suas trabalhadoras. Esta noite ele vai estar trabalhando no lugar onde se retira o grão das espigas de cevada.
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Faça isto: tome um bom banho, coloque perfume, vista-se com o seu melhor vestido e vá a esse lugar. Não deixe que Boaz a veja até ele ter comido e bebido.
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Depois observe bem o lugar onde ele vai se deitar. Quando ele estiver dormindo, aproxime-se dele, levante a manta dele e deite-se aos seus pés. Então ele lhe dirá o que você deve fazer.
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Rute disse: — Vou fazer o que diz.
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Ela desceu até o lugar onde se retira o grão das espigas e fez tudo o que a sua sogra tinha lhe dito.
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Boaz comeu, bebeu e ficou satisfeito. Então se deitou ao lado de um monte de cevada. E Rute chegou silenciosamente, levantou a manta que cobria os pés dele e deitou-se.
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8
No meio da noite, Boaz acordou assustado e procurou fugir, mas viu que a pessoa deitada ao seu lado era uma mulher.
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Então Boaz lhe perguntou: — Quem é você? Ela disse: — Sou Rute, a sua serva. Proteja-me debaixo das suas asas, pois o senhor é o protetor da nossa família.
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Ele lhe respondeu: — O SENHOR a abençoe, minha filha. Esta sua boa ação é mais nobre do que a sua primeira, porque veio falar comigo em vez de procurar por algum jovem, pobre ou rico.
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Agora, minha filha, não tenha medo. Vou fazer tudo o que me pediu, porque todos sabem que você é uma mulher de boas qualidades.
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Realmente eu sou um dos parentes que tem a obrigação de protegê-la e casar-se com você, mas há outro parente que tem mais direito do que eu.
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13
Fique aqui esta noite. Amanhã, se o outro parente quiser ser responsável por você, tudo bem, que o seja. Porém, se ele não quiser, prometo diante do SENHOR que eu tomarei conta de você. Fique aqui até o amanhecer.
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14
E ela ficou ali com ele até quase amanhecer, mas levantou-se antes disso para que ninguém a visse. Boaz pensou: “Ninguém deve saber que ela esteve neste lugar”.
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E disse a Rute: — Traga aqui o seu manto e segure-o. Ela segurou o manto, e ele colocou vinte quilos de cevada no manto e a ajudou a pôr o manto no ombro. Depois ela voltou para a cidade.
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Quando Rute chegou na casa da sua sogra, ela lhe perguntou: — Como foi, minha filha? Então Rute contou-lhe tudo o que Boaz tinha feito por ela.
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E lhe disse: — Ele também me deu estes vinte quilos de cevada e me disse que era para eu não voltar de mãos vazias para a casa da senhora, minha sogra.
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Noemi disse: — Fique aqui até saber o que irá acontecer. Boaz não vai descansar hoje, até que tudo fique resolvido.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-5: As instruções que Noemi dá a Rute; 6-13: Boaz reconhece o seu dever como parente; 14-18: O retorno de Rute à sua sogra.
Vv. 1-5. O estado matrimonial deve ser um descanso, tanto quanto possa sê-lo durante toda a sua duração na terra, porque deve manter o afeto e estabelecer uma relação que dure por toda a vida. Portanto, deve ser empreendido com grande seriedade, com oração sincera, em prol da bênção de Deus, e com submissão aos seus preceitos, os pais devem aconselhar cuidadosamente seus filhos quanto a este importante assunto, para que tudo lhes ocorra bem, tanto no sentido material como espiritual. Deve-se ter sempre em mente que o melhor para a nossa alma é o melhor para nós. O procedimento aconselhado por Noemi poderá nos parecer estranho; porém, estava de acordo com as leis e costumes de Israel. Se a medida proposta fosse má, Noemi não a teria sugerido. A lei e os costumes deram a Rute, que agora era prosélita da verdadeira religião, um direito legal sobre Boaz. Era costume que as viúvas exercessem este direito (Dt 25.5-10). Porém, este fato não está registrado para que seja imitado em outras épocas, e não tem que ser julgado conforme as regras modernas. Se houvesse algo mau nele, Rute, por ser uma mulher altamente virtuosa e sensata, o teria evitado.
Vv. 6-13. O que não seria apropriado em uma nação ou em uma época, nem sempre é considerado da mesma maneira em outra época e nação. Sendo um juiz em Israel, Boaz diria a Rute o que deveria fazer; se ele teria ou não o direito de redenção, os métodos que deveria adotar, e os ritos que deveria utilizar para que o matrimônio de Rute fosse consumado com ele ou com outra pessoa de direito. A conduta de Boaz é digna de grande elogio. Não procurou aproveitar-se de Rute, não a tratou com desdém por ser uma estrangeira pobre e necessitada, nem suspeitou que ela tivesse más intenções. Falou dela honradamente, como mulher virtuosa, fez-lhe uma promessa e, durante a noite, não a tocou, e ainda despediu-a com um presente para a sua sogra. Boaz condicionou a sua promessa, porque havia um parente mais próximo do que ele, a quem correspondia o direito de redenção.
Vv. 14-18. Rute fez tudo corretamente, e esperou os acontecimentos com paciência. Boaz, que cuidava deste assunto, assegurou-se de tratá-lo da melhor maneira possível os verdadeiros crentes têm muito mais razão para lançar os seus cuidados sobre Deus, porque Ele prometeu cuidar deles. A nossa força consiste em estarmos quietos (Is 30.7). Este relato pode nos estimular a que, pela fé, nos prostremos aos pés de Cristo: Ele é o nosso parente mais próximo; após tomar sobre si a nossa natureza, tem o direito de nos redimir. Procuremos receber as instruções dEle: "Senhor, que queres que faça?" (At 9.6). Nunca nos culpará de fazê-lo oportunamente. Desejemos e procuremos com fervor o mesmo repouso para os nossos filhos e amigos, para que tudo de bom também lhes aconteça.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público