Lendo…
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Saul tinha certa idade quando começou a reinar e reinou em Israel por quarenta e dois anos.
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Saul escolheu 3.000 soldados israelitas: 2.000 ficaram com ele em Micmás, nas terras de Betel, e 1.000 ficaram com Jônatas, em Gibeá de Benjamim. Saul enviou os demais soldados para suas casas.
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Jônatas atacou a guarnição dos filisteus em Geba e os derrotou. Quando os filisteus souberam disso, disseram: — Os hebreus estão se rebelando. Saul disse para os que estavam com ele: — Deixem que todos os hebreus saibam o que aconteceu aqui. Então Saul lhes ordenou que tocassem as trombetas por todo o país.
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Todos os israelitas ouviram a notícia: — Saul matou o líder filisteu, e agora os filisteus nos odeiam! Então os israelitas se reuniram com Saul em Gilgal, e
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os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel. Os filisteus acamparam em Micmás, ao leste de Bete-Avém, com 3.000 carros de combate e 6.000 cavalos. Havia tantos filisteus como a areia da praia.
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Os israelitas viram que estavam com problemas e sentiram que estavam sem saída. Correram para se esconder onde podiam: em cavernas, gretas, túneis, poços de água e trincheiras.
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Alguns hebreus até atravessaram o rio Jordão para a terra de Gade e Gileade. Saul ainda estava em Gilgal com todo seu exército tremendo de medo deles.
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Como Samuel disse que se reuniria com Saul em Gilgal, Saul ficou ali por sete dias. Mas Samuel não chegava e os soldados começaram a abandonar Saul.
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Portanto, Saul disse: — Tragam os sacrifícios que devem ser queimados completamente e as ofertas para festejar. E Saul ofereceu o sacrifício que deve ser queimado completamente.
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Quando Saul acabou de oferecer o sacrifício, Samuel chegou. Saul saiu a recebê-lo
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e Samuel lhe perguntou: — O que você fez? Saul respondeu: — Vi que os soldados estavam me abandonando, e como você não chegava e os filisteus estavam se reunindo em Micmás,
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eu pensei: “Os filisteus virão e me atacarão em Gilgal e nem sequer pedi ajuda ao SENHOR!” Foi por isso que eu me atrevi a oferecer o sacrifício que deve ser queimado completamente.
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Samuel respondeu: — Você é um tolo! Não obedeceu ao SENHOR, seu Deus. Se tivesse obedecido à sua ordem, então o SENHOR teria deixado que sua família governasse Israel para sempre.
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Mas agora seu reinado não permanecerá. O SENHOR tem buscado um homem que obedecerá a ele e o tem encontrado. O SENHOR o nomeará como o novo líder do seu povo. Como não obedeceu à ordem do SENHOR, ele nomeará um novo líder.
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Então Samuel se levantou e saiu de Gilgal. Saul e o resto do exército saíram de Gilgal rumo a Gibeá, de Benjamim. Saul contou os homens que ainda estavam com ele e eram seiscentos.
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Saul, seu filho Jônatas e os soldados foram a Geba, de Benjamim. Os filisteus estavam acampando em Micmás.
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O exército filisteu começou a atacar dividido em três grupos. Um grupo avançou pelo caminho de Ofra, perto de Saul;
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outro, pelo caminho de Bete-Horom; e o terceiro, pela fronteira do vale de Zeboim, em direção ao deserto.
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Nenhum dos israelitas sabia como trabalhar o ferro, pois não havia nenhum ferreiro. Os filisteus não ensinaram aos israelitas como utilizá-lo porque tinham medo que fizessem espadas e lanças.
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Somente os filisteus sabiam afiar as ferramentas. Os israelitas dependiam dos filisteus quando necessitavam afiar os seus arados, enxadas, machados e foices.
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Por um arado ou uma enxada os filisteus cobravam oito gramas de prata; e por um ferrão, um machado ou uma aguilhada cobravam quatro gramas.
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Portanto, no dia da batalha o exército israelita não tinha espadas nem lanças, a não ser Saul e Jônatas.
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Então um grupo de filisteus avançou até o desfiladeiro da terra de Micmás.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-7: A invasão dos filisteus; 8-14: Saul oferece sacrifícios; Samuel o repreende; 15-23: A política dos filisteus.
Vv. 1-7. Saul reinou durante um ano sem que nada particular acontecesse; porém, em seu segundo ano, ocorreram os fatos que estão registrados neste capítulo. Durante mais de um ano, deu tempo aos filisteus, a fim de que se preparassem para a guerra, e enfraquecerem e desarmarem os israelitas. Quando os homens acreditam na autosuficiência, sem a necessidade da presença de Deus, tornam-se néscios. As principais vantagens dos inimigos da Igreja provêm da má conduta dos amigos confessos desta. Quando por fim Saul fez soar o alarme, o povo não foi a ele, mas desertou rapidamente, insatisfeito com sua administração, ou com medo do poder do inimigo.
Vv. 8-14. Saul violou a ordem expressa de Samuel (10.8) sobre o que deveria fazer nos casos extremos. Ele ofereceu sacrifícios sem a presença do sumo sacerdote, ainda que não fosse sacerdote nem profeta. Quando foi acusado de desobedecer, justificou-se pelo que fizera, sem dar sinais de arrependimento. Queria que este ato de desobediência passasse como exemplo de sua prudência e prova de sua piedade. os homens despojados de piedade interior vez por outra ressaltam muito os atos religiosos exteriores. Samuel acusa Saul de ser seu inimigo. os que desobedecem aos mandamentos de Deus fazem-no nesciamente, contra si mesmos, o pecado é uma insensatez, e os maiores pecadores são os maiores néscios. A nossa disposição para obedecer ou desobedecer a Deus será frequentemente demonstrada pela nossa conduta em coisas que pareçam pequenas. Os homens não viram algo mais do que a atitude exterior de Saul, que parece algo pequeno; porém, Deus viu que o fez por incredulidade e desconfiança de sua providência, desprezo à sua autoridade e justiça, rebelião contra a luz de sua própria consciência. Bendito Salvador, que nunca levemos as nossas pobres ofertas ou as nossas supostas ofertas de paz, sem que tenhamos em vista o teu sacrifício, que é completamente suficiente! Somente tu, ó Senhor, és capaz de fazer a paz, e tens [eito a nossa paz, através do sangue que verteste na cruz!
Vv. 15-23. Observe quão políticos foram os filisteus, quando tiveram poder o poder nas mãos; não somente impediram que Israel fabricasse armas de guerra, e, além do mais, obrigaram-no a depender de seus inimigos até para que tivesse os seus utensílios para lavrar. Quão pouco político foi Saul que, ao iniciar o seu reinado, não resolveu esta situação. A falta do verdadeiro sentido sempre acompanha a necessidade de graça. os pecados, que nos parecem muito pequenos têm terríveis consequências. Quão miserável é uma nação indefesa e culpável; e ainda mais as que são desprovidas de toda a armadura de Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público