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1
Senhor, tu tens sido nosso refúgio ao longo das gerações.
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2
Antes que os montes nascessem, antes que formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.
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3
Fazes as pessoas voltarem ao pó quando dizes: “Retornem ao pó, mortais”.
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4
Para ti, mil anos são como um dia que passa, breves como algumas horas da noite.
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5
Arrastas as pessoas como numa enchente; elas são como sonhos que desaparecem. São como a grama que nasce pela manhã;
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6
pela manhã, brota e floresce, mas, à tarde, murcha e seca.
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7
Somos consumidos por tua ira, ficamos apavorados com tua fúria.
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8
Tu pões diante de ti os nossos pecados, nossos pecados secretos, e vês todos eles.
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9
Passamos a vida debaixo de tua ira e terminamos nossos dias com um gemido.
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10
Recebemos setenta anos, alguns chegam aos oitenta. Mas até os melhores anos são cheios de dor e desgosto; logo desaparecem, e nós voamos.
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11
Quem conhece o poder de tua ira? Grande é a tua fúria, como o temor de que és digno.
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12
Ajuda-nos a entender como a vida é breve, para que vivamos com sabedoria.
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13
Ó SENHOR, volta-te para nós! Até quando te demorarás? Tem compaixão de teus servos.
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14
Satisfaze-nos a cada manhã com o teu amor, para que cantemos de alegria até o final da vida.
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15
Dá-nos alegria proporcional aos dias de aflição; compensa-nos pelos anos em que sofremos.
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16
Que nós, teus servos, vejamos teus feitos outra vez; que nossos filhos vejam a tua glória.
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17
Seja sobre nós a bondade do Senhor, nosso Deus; faze prosperar nossos esforços, sim, faze prosperar nossos esforços.
Recurso de Estudo
Versículos 1-6. A eternidade de Deus, a fragilidade do homem; 7 11: A submissão aos castigos divinos; 12-1 7: Oração por misericórdia e graça.
Vv. 1-6. supõe-se que este salmo se refira à sentença ditada contra Israel no deserto (Nm 14). O favor e a proteção de Deus são os únicos repousos e consolos seguros da alma neste mundo vil. Cristo Jesus é o único refúgio e a morada na qual podemos nos refugiar. Somos como criaturas moribundas; todas as nossas consolações no mundo estão moribundas; porém, o Senhor é o Deus eterno e os crentes o encontram como tal. Quando, por causa de enfermidades ou outras aflições, Deus leva os homens à beira da destruição, chama-os a que se voltem a Ele, arrependidos dos pecados que praticaram e prontos a viver uma nova vida. Mil anos nada são quando comparados à eternidade de. Deus: entre. um minuto e um milhão de anos existe uma certa proporção; porém,, entre o tempo e a eternidade já não há. Todos os sucessos de mil anos, sejam os do passado ou os vindouros, são tão presentes para a mente eterna, quanto os fatos que aconteceram para nós há uma hora atrás. Na ressurreição, a alma regressará e estará unida a um corpo. O tempo passa sem que o percebamos, como os homens que estão adormecidos. Quando passa, já é como nada. É uma lida curta e passageira, como as águas da inundação. O homem somente floresce como a erva, que murcha por ocasião da chegada do inverno ou da velhice; porém, pode ser cortado pela enfermidade ou por algum desastre.
Vv. 7-11. As aflições dos santos costumam ser provenientes da permissão que é concedida pelo amor de Deus; porém, as reprovações para os pecadores e os crentes, por causa dos pecados que cometam, devem ser consideradas como procedentes do desagrado de Deus. Os pecados secretos são conhecidos por Deus, e por Ele serão tratados. Observemos quão néscios são os que procuram encobrir os seus pecados, porque na verdade não são capazes de fazê-lo. Quando os nossos anos se passam, não podem ser recordados novamente, mais do que as palavras que pronunciamos. Toda a nossa vida é fraca e problemática, e poderá ser cortada em meio aos anos que contamos. Por tudo isto, somos ensinados a permanecer reverentes. Os anjos que pecaram conhecem o poder da ira de Deus; os pecadores no inferno também a conhecem, mas quem, dentre nós, é capaz de descrevê-la completamente? Poucos consideram-na com a devida seriedade. Os que zombam do pecado, e procuram a Cristo superficialmente, com toda a certeza não conhecem o poder da ira de Deus. Quem dentre nós é capaz de habitar com este fogo consumidor?
Vv. 12-17. Os que conhecem a sabedoria divina devem orar e pedir a sua instrução. Devem implorar que o Espírito santo lhes ensine mais, e isto por meio do consolo e gozo nas retribuições ao favor de Deus. Oram e pedem a misericórdia de Deus, porque não pretendem alegar méritos próprios. O seu favor será uma fonte plena de gozos futuros, uma compensação suficiente pelos pesares anteriores. Que a graça de Deus em nós produza a luz das boas obras. Que as consolações divinas coloquem a alegria nos nossos corações e o resplendor em nosso semblante. Que a obra das nossas mãos seja confirmada. Ao invés de desperdiçarmos os nossos preciosos dias passageiros à procura de fantasias, que deixam os seus possuidores para sempre pobres, busquemos o perdão dos nossos pecados e uma boa herança no céu. Oremos para que a obra do Espírito santo possa se manifestar na conversão do nosso coração, e que a beleza da santidade seja vista em nossa conduta.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público