• 1 Naquele dia, o SENHOR tomará sua veloz e terrível espada e castigará o Leviatã, a serpente que se move com rapidez, a serpente que se enrola e se contorce. Ele matará o dragão do mar.
  • 2 “Naquele dia, cantem sobre a videira frutífera.
  • 3 Eu, o SENHOR, a vigiarei e a regarei com cuidado. Dia e noite a vigiarei, para que ninguém lhe cause dano.
  • 4 Minha ira terá passado; se houver espinhos e mato crescendo ali, eu os atacarei e os queimarei,
  • 5 a menos que se voltem para mim e me peçam ajuda. Que façam as pazes comigo, sim, que façam as pazes comigo.”
  • 6 Está chegando o tempo em que os descendentes de Jacó criarão raízes; Israel brotará e florescerá e encherá de frutos toda a terra!
  • 7 Acaso o SENHOR feriu Israel como feriu seus inimigos? Destruiu o povo como destruiu seus adversários?
  • 8 Não, mas os exilou para que lhe prestassem contas; foram exilados de sua terra, como se um vento oriental os tivesse soprado para longe.
  • 9 O SENHOR fez isso para purificar Israel de sua perversidade, para remover todo o seu pecado. Por isso, todos os santuários idólatras serão reduzidos a pó; nenhum poste de Aserá ou altar de incenso continuará em pé.
  • 10 As cidades fortificadas ficarão silenciosas e vazias, as casas, abandonadas, as ruas, cobertas de ervas daninhas. Bezerros pastarão ali e mastigarão brotos e ramos.
  • 11 Israel é como os ramos secos de uma árvore, quebrados e usados para acender o fogo sob as panelas; é nação tola e insensata. Por isso, aquele que os criou não terá compaixão nem misericórdia.
  • 12 Chegará o dia, porém, em que o SENHOR os ajuntará como grãos colhidos à mão. Um por um, ele os reunirá, desde o rio Eufrates, no leste, até o ribeiro do Egito, no oeste.
  • 13 Naquele dia, soará a grande trombeta. Muitos que estavam perecendo no exílio na Assíria e no Egito voltarão a Jerusalém para adorar o SENHOR em seu santo monte.

Versículos 1-5: O cuidado de Deus por seu povo; 6-13: Uma promessa de voltarem a ser chamados ao favor Divino.

Vv. 1-5. O Senhor Jesus, com a sua espada poderosa, a virtude de sua morte e a pregação do seu Evangelho, destrói e destruirá ao que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo, a antiga serpente. o mundo é um deserto estéril e sem valor, mas a Igreja é uma vinha, um lugar que conta com grande cuidado e da qual são recolhidos frutos preciosos. Deus cuidará dela na noite de aflição e perseguição, e no dia de paz e prosperidade, cujas tentações não são menos perigosas. Deus cuida também da fertilidade desta vinha. Precisamos ser continuamente regados pela graça divina; se em algum momento for suspensa, murchamos e nos tornamos como nada. Ainda que Deus às vezes contenda com o seu povo, espera em sua graça ser reconciliado com Ele. É verdade que quando houver cardos e espinhos em lugar de vides, e dispostos contra ela, Ele os esmagará e queimará. Aqui há um resumo da doutrina do Evangelho, com a qual a Igreja deve ser regada a cada momento. Desde que o pecado entrou no mundo, tem havido da parte de Deus uma luta justa, e muito injusta por parte do homem. Aqui se estende um convite da graça. A misericórdia que perdoa é chamada de poder de nosso Senhor; apeguemo-nos a isto. Cristo crucificado é poder de Deus. Com uma fé viva apeguemo-nos ao seu poder, a fortaleza para o necessitado, crendo que não há outro nome pelo qual devamos ser salvos, como homem que está se afundando e se agarra a um galho, a uma corda ou prancha que estejam ao seu alcance. Esta é a única maneira segura de ser salvo. Deus está disposto a ser reconciliado conosco.

Vv. 6-13. Nos últimos dias, a Igreja do Evangelho será mais firmemente estabelecida do que a igreja judaica, e se estenderá até mais longe. Que as nossas almas estejam continuamente regadas e protegidas, e possamos abundar nos frutos do Espírito em toda bondade, justiça e verdade. Os judeus ainda são mantidos como povo separado e numeroso; não têm sido desarraigados como aqueles que os mataram, o estado desta nação, que têm atravessado tantas épocas, constitui prova certa da origem divina das Escrituras; e o fato de os judeus viverem entre nós é uma advertência diária contra o pecado. Ainda que os ventos sejam tão veementes e fortes, Deus é capaz de dizer-lhes: "Aquietem-se, estejam tranquilos". E ainda que Deus aflija o seu povo, fará com que as suas aflições operem para o bem de suas almas. Conforme esta promessa, desde o cativeiro da Babilónia, nenhum povo tem demonstrado tal ódio aos ídolos e a idolatria como os judeus. E o desígnio da aflição para todo o povo de Deus é apartá-los do pecado. A aflição nos tem feito bem quando nos mantemos distanciados do pecado, e nos cuidamos para não ser tentados. Jerusalém tem sido defendida por graça e proteção divina, mas quando Deus se retirou, ela foi deixada como um deserto. Isto aconteceu de modo horrível. Esta é uma figura do estado deplorável da vinha, a Igreja, quando dá uvas silvestres. os pecadores se ensoberbecem de que não serão tratados severamente porque Deus é misericordioso, e é o seu Criador. vemos quão fracos são estes argumentos. os versículos 12 e 13 parecem anunciar a restauração dos judeus depois do cativeiro na Babilónia, e a sua recuperação da dispersão presente. Isto ainda é aplicável à pregação do Evangelho, pelo qual os pecadores são reunidos na graça de Deus o Evangelho proclama o ano aceitável do Senhor. os reunidos pelo sonido da trombeta do Evangelho são somados à igreja e levados a adorar a Deus; e a trombeta final reunirá os santos.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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