• 1 “Venham, voltemos para o SENHOR! Ele nos despedaçou, agora irá nos sarar. Ele nos feriu, agora nos fará curativos.
  • 2 Em pouco tempo nos restaurará, e logo viveremos em sua presença.
  • 3 Ah, como precisamos conhecer o SENHOR; busquemos conhecê-lo! Ele nos responderá, tão certo como chega o amanhecer ou vêm as chuvas da primavera.”
  • 4 “Ó Israel e Judá, que farei com vocês? Seu amor se dissipa como a neblina da manhã e desaparece como o orvalho à luz do sol.
  • 5 Enviei meus profetas para despedaçar vocês, para matá-los com minhas palavras, com julgamentos inescapáveis como a luz.
  • 6 Quero que demonstrem amor, e não que ofereçam sacrifícios. Quero que me conheçam, mais do que desejo holocaustos.
  • 7 Como Adão, porém, vocês quebraram minha aliança e traíram minha confiança.
  • 8 “Gileade é uma cidade de pecadores, cheia de marcas de sangue.
  • 9 Sacerdotes são como bandos de assaltantes, de tocaia à espera de suas vítimas. Assassinam viajantes ao longo da estrada para Siquém e praticam todo tipo de perversidade.
  • 10 Sim, vi algo horrível em Efraim e em Israel: meu povo se contaminou prostituindo-se com outros deuses!
  • 11 “Ó Judá, uma colheita de castigo também espera por você, embora eu quisesse restaurar a situação de meu povo.”

Versículos 1-3: Exortação ao arrependimento; 4-11: A instabilidade de Israel e a sua ruptura do pacto.

Vv. 1-3. Aqueles que se apartaram de Deus por vontade própria, e como se fossem um só corpo, arrastam-se mutuamente ao pecado, e devem, por vontade própria e como um só corpo, retornar a Deus, o que será para a sua glória e para o bem deles, A atitude de mantermos bons pensamentos a respeito do Senhor nosso Deus, e de seus propósitos e desígnios para conosco, será muito útil para sustentar-nos em meio às aflições, e para animarmo-nos ao arrependimento. A libertação da angústia deve ser para eles como dar vida aos mortos. Deus os revivificará: a segurança que existe neste fato, compromete-os a retornarem para Ele. Porém isto parece referir-se, além do mais, à ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Admiremos a sabedoria e a bondade de Deus na ocasião em que o profeta predisse a libertação da igreja das suas angústias, pois assim indicou a nossa salvação através do Senhor Jesus Cristo. Agora estas palavras se cumprem na ressurreição de Cristo, confirmam a nossa fé em que Ele era aquEle que havia de vir, e que não temos que buscar outro. Aqui se promete uma bênção preciosa; qual é a vida eterna? A vida eterna consiste em conhecermos a Deus. os benefícios do favor de Deus não estão tão firmemente assegurados, como o retorno da manhã depois da noite escura. Ele virá a nós como as chuvas temporã e serôdia vêm à terra, que refrescam-na e tornam-na fértil. A graça de Deus em Cristo Jesus é a chuva temporã e a chuva serôdia; por meio dela tem início e continua a boa obra de dar fruto, Assim como foi levantado da sepultura, o Redentor reavivará os corações e a esperança de todos aqueles que confiam nEle, A visão mais tênue da esperança em sua Palavra, é uma primícia que tão seguramente acrescenta a luz e o consolo, que será acompanhada com a graça purificadora e consoladora, que a torna frutífera.

Vv. 4-11. Às vezes, os povos de Israel e Judá pareciam dispostos a arrepender-se quando estavam sob os seus sofrimentos, Porém, a sua bondade se desvanecia como a nuvem matutina e como o orvalho da manhã, e continuavam tão vis como sempre, Portanto, o Senhor enviou espantosas mensagens por meio dos profetas. A Palavra de Deus será a morte do pecado ou do pecador. Deus desejava misericórdia mais do que sacrifícios, e o conhecimento dEle produz santo temor e amor. Este fato expõe quão néscios são aqueles que confiam na obediência exterior, para compensar a sua falta de amor para com Deus e para com os seus semelhantes. Como Adão quebrou o pacto de Deus no paraíso, assim Israel havia quebrado o seu pacto nacional, apesar de todos os favores que haviam recebido, Judá também estava maduro para os juízos divinos. Que o Senhor coloque o seu temor em nossos corações, e estabeleça o seu reino em nós, e jamais nos deixe entregues a nós mesmos, nem suporte que sejamos vencidos pela tentação.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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