• 1 “No futuro, quando vocês experimentarem todas as bênçãos e maldições que lhes relatei, e quando estiverem vivendo entre as nações onde o SENHOR, seu Deus, os exilou, levem todas estas instruções a sério.
  • 2 Se, nessa ocasião, vocês e seus filhos voltarem para o SENHOR, seu Deus, e se obedecerem de todo o coração e de toda a alma a todos os mandamentos que hoje lhes dou,
  • 3 então o SENHOR, seu Deus, restaurará sua situação. Ele terá misericórdia de vocês e os reunirá de todas as nações por onde os espalhou.
  • 4 Embora tenham sido banidos até os confins da terra, o SENHOR, seu Deus, os juntará e de lá os trará de volta.
  • 5 O SENHOR, seu Deus, os trará à terra que pertencia a seus antepassados, e ela será sua outra vez. Então ele os tornará ainda mais prósperos e numerosos que seus antepassados!
  • 6 “O SENHOR, seu Deus, transformará o coração de vocês e de todos os seus descendentes, para que o amem de todo o coração e de toda a alma, e para que vivam!
  • 7 O SENHOR, seu Deus, enviará todas essas maldições sobre seus inimigos e sobre aqueles que os odeiam e os perseguem.
  • 8 Então vocês voltarão a obedecer ao SENHOR e a cumprir todos os mandamentos que hoje lhes dou.
  • 9 “O SENHOR, seu Deus, lhes dará sucesso em tudo que fizerem. Também lhes dará muitos filhos e rebanhos numerosos e fará seus campos produzirem colheitas fartas, pois o SENHOR voltará a ter prazer em ser bondoso com vocês, como aconteceu com seus antepassados.
  • 10 O SENHOR, seu Deus, se alegrará em vocês se lhe obedecerem e cumprirem os mandamentos e decretos escritos neste Livro da Lei, e se voltarem para o SENHOR, seu Deus, de todo o coração e de toda a alma.”
  • 11 “Este mandamento que hoje lhes dou não é difícil demais para você, nem está fora de seu alcance.
  • 12 Não está guardado no céu, tão longe que vocês tenham de perguntar: ‘Quem subirá ao céu a fim de trazê-lo até nós aqui em baixo, para que possamos ouvir e obedecer?’.
  • 13 Não está guardado além do mar, tão distante que vocês tenham de perguntar: ‘Quem atravessará o mar a fim de trazê-la até nós, para que possamos ouvir e obedecer?’.
  • 14 Não, a mensagem está bem perto; está em seus lábios e em seu coração, para que possam obedecer.
  • 15 “Agora ouçam! Hoje lhes dou a escolha entre a vida e a morte, entre a prosperidade e a calamidade.
  • 16 Pois hoje ordeno que amem o SENHOR, seu Deus, e guardem seus mandamentos, decretos e estatutos, andando em seus caminhos. Se o fizerem, viverão e se multiplicarão, e o SENHOR, seu Deus, abençoará vocês e a terra em que estão prestes a entrar para tomar posse dela.
  • 17 “Se, contudo, seu coração se desviar e vocês se recusaram a ouvir, se forem levados a seguir e adorar outros deuses,
  • 18 eu os advirto hoje de que certamente serão destruídos. Não terão uma vida longa e boa na terra que estão atravessando o Jordão para ocupar.
  • 19 “Hoje lhes dei a escolha entre a vida e a morte, entre bênçãos e maldições. Agora, chamo os céus e a terra como testemunhas da escolha que fizerem. Escolham a vida, para que vocês e seus filhos vivam!
  • 20 Façam isso amando, obedecendo e apegando-se fielmente ao SENHOR, pois ele é a sua vida! Se vocês o amarem e lhe obedecerem, ele lhes dará vida longa na terra que o SENHOR jurou dar a seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó”.

Versículos 1-10: Promessas de misericórdia ao arrependido; 11­ 14: A valorização do mandamento; 15-20: A vida e a morte são colocados diante deles.

Vv. 1-10. Existe neste capítulo um claro anúncio da misericórdia que Deus tem reservada para Israel nos tempos vindouros. Esta passagem refere-se às advertências proféticas dos últimos versículos deste capítulo, que se cumpriram principalmente na destruição de Jerusalém pelos romanos, e em sua dispersão. Não há dúvida de que há promessas proféticas, contidas nestes versículos, que ainda estão por se cumprir. A nação judaica se converterá à fé em Cristo em algum período futuro, talvez não muito distante; e muitos crêem que se estabelecerá novamente na terra de Canaã. A linguagem que aqui se utiliza é, em grande medida, de promessas "absolutas"; não somente fruto de um compromisso condicional, mas que declara um feito que ocorrerá com toda certeza. O próprio Senhor se compromete aqui: "E o Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração", e quando a graça regeneradora tiver eliminado a natureza corrupta, e o amor divino tiver suplantado o amor pelo pecado, eles certamente refletirão, arrepender-se-ão, voltar-se-ão a Deus e o obedecerão. E Deus se regozijará em fazer-lhes o bem. A mudança ocasionada neles não será somente exterior, e nem uma mudança que consista apenas em opiniões, mas chegará à sua alma, produzirá neles um supremo ódio por todo o pecado e um fervoroso amor para com Deus, como seu Deus reconciliado em Cristo Jesus; eles o amarão de todo o seu coração e de toda a sua alma. Atualmente estão muito distantes deste estado mental; porém, assim estavam os assassinos do Senhor Jesus Cristo no dia de Pentecostes, os que, não obstante, em certa hora converteram-se a Deus. Assim será no dia do poder de Deus: uma nação nascerá em um dia; o Senhor o acelerará em seu tempo. Como promessa condicionada, esta passagem pertence a todas as pessoas e a todos os povos, não somente a Israel; assegura-nos que se os maiores pecadores se arrependerem e se converterem, receberão o perdão de seus pecados e serão restaurados ao favor do Senhor.

Vv. 11-14. A lei não é demasiadamente elevada para nós. Não é conhecida somente em lugares distantes, nem está restrita a homens doutos. Está escrita em nossos livros claramente, para que ainda correndo, sejamos capazes de lê-la. Está em nossa boca, na linguagem que utilizamos normalmente, para que possamos ouvi-la quando a lermos e dela falarmos a nossos filhos. Foi dada de uma tal maneira que esteja ao alcance do entendimento mais simples. Isto é especialmente correto em relação ao Evangelho de Cristo, ao qual o apóstolo o aplica. Porém, a Palavra está próxima a nós, e Cristo está nesta Palavra; de modo que se crermos em nosso coração que as promessas do Messias cumprem-se em nosso Senhor Jesus Cristo, e as confessarmos com a nossa boca, então teremos Cristo conosco.

Vv. 15-20. O que poderia ser mais comovente e que tenha maior probabilidade de causar impressões profundas e permanentes? Todo homem deseja obter vida e bem-estar, e escapar da morte e do mal; deseja a felicidade e teme a infelicidade. A compaixão do Senhor é tão grande, que por sua Palavra favoreceu os homens com o conhecimento do bem e do mal, que os faria felizes para sempre se não fosse pela própria falta deles. Ouçamos o resumo de todo o assunto. Se eles e os seus amassem a Deus e o servissem, viveriam e seriam felizes. Se eles ou os seus distanciar-se de Deus, desertarem do seu serviço e adorarem a outros deuses, isto certamente será a sua ruína. Jamais houve, desde a queda do homem, mais do que um único caminho para o céu, o qual está destacado em ambos os testamentos, ainda que não com a mesma claridade. Moisés se referia ao mesmo caminho de aceitação que Paulo descreveu claramente; e as palavras do apóstolo referem-se à mesma obediência, da qual Moisés tratou plenamente. Em ambos testamentos, aproxima-se de nós o bom e reto caminho que nos foi claramente revelado.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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