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Então Josué convocou as tribos de Rúben e Gade e a meia tribo de Manassés
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e lhes disse: “Vocês fizeram tudo que Moisés, servo do SENHOR, mandou e obedeceram a todas as minhas ordens.
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Durante todo esse tempo e até hoje, não abandonaram seus irmãos das outras tribos e tiveram o cuidado de obedecer a tudo que o SENHOR, seu Deus, ordenou.
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Agora o SENHOR, seu Deus, concedeu descanso a seus irmãos, como prometeu a eles. Portanto, voltem para casa, para a terra que Moisés, servo do SENHOR, lhes deu como sua propriedade do outro lado do rio Jordão.
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Mas tenham muito cuidado de cumprir todos os mandamentos e a lei que Moisés, servo do SENHOR, lhes deu. Amem o SENHOR, seu Deus, andem em todos os seus caminhos, obedeçam a seus mandamentos, apeguem-se a ele firmemente e sirvam-no de todo o coração e de toda a alma”.
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Então Josué os abençoou e se despediu deles, e eles foram para casa.
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7
Moisés tinha dado o território de Basã, a leste do rio Jordão, à meia tribo de Manassés. À outra metade da tribo, Josué deu terras a oeste do Jordão. Quando Josué se despediu deles e os abençoou,
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disse: “Voltem para casa com toda a riqueza que tomaram de seus inimigos: grandes rebanhos, prata, ouro, bronze, ferro e muitas roupas. Repartam os despojos com seus parentes”.
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Assim, os homens de Rúben, de Gade e da meia tribo de Manassés deixaram os outros israelitas em Siló, na terra de Canaã, e partiram para sua própria terra em Gileade, da qual haviam tomado posse de acordo com a ordem do SENHOR, por meio de Moisés.
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Enquanto ainda estavam em Canaã, chegaram a um lugar chamado Gelilote, perto do rio Jordão. Ali os homens de Rúben e Gade e da meia tribo de Manassés pararam e construíram um altar grande e imponente.
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Os outros israelitas souberam que os membros das tribos de Rúben e Gade e da meia tribo de Manassés haviam construído um altar em Gelilote, nos limites da terra de Canaã, do lado oeste do Jordão.
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Por isso, toda a comunidade de Israel se reuniu em Siló e se preparou para guerrear contra eles.
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Antes, porém, enviaram à terra de Gileade uma delegação liderada por Fineias, filho do sacerdote Eleazar, para conversar com as tribos de Rúben e Gade e a meia tribo de Manassés.
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A delegação era formada por dez líderes de Israel, um de cada uma das dez tribos, e todos eles eram chefes de suas famílias dentro dos clãs de Israel.
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Quando chegaram à terra de Gileade, disseram às tribos de Rúben e Gade e à meia tribo de Manassés:
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“Toda a comunidade do SENHOR quer saber por que vocês foram tão infiéis ao Deus de Israel! Como puderam se afastar tanto do SENHOR? Vocês construíram para si um altar, rebelando-se contra ele!
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Não bastou o pecado do incidente em Peor? Até hoje, não estamos completamente purificados dele, mesmo depois que a praga feriu toda a comunidade do SENHOR.
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E, ainda assim, vocês abandonam o SENHOR. Se hoje vocês se rebelarem contra o SENHOR, amanhã ele voltará sua ira contra toda a comunidade de Israel!
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“Se a porção de terra que receberam como herança está impura, passem para o nosso lado, para a terra do SENHOR, onde está o tabernáculo do SENHOR, e tomem posse de um território entre nós. Mas não se rebelem contra o SENHOR nem contra nós, construindo para si um altar que não seja o verdadeiro altar do SENHOR, nosso Deus.
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20
Quando Acã, descendente de Zerá, foi infiel ao SENHOR, roubando as coisas separadas para o SENHOR, a ira divina não caiu sobre toda a comunidade de Israel? E Acã não foi o único que morreu por causa do seu pecado!”.
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21
Então os membros das tribos de Rúben e Gade e da meia tribo de Manassés responderam aos chefes dos clãs de Israel:
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22
“O SENHOR, o Poderoso, é Deus! O SENHOR, o Poderoso, é Deus! Ele sabe a verdade, e que Israel a saiba também! Não construímos o altar por rebeldia nem por infidelidade ao SENHOR. Se o fizemos, não poupem nossa vida hoje.
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23
Se construímos o altar para nos afastarmos do SENHOR ou para apresentarmos holocaustos, ofertas de cereal ou ofertas de paz, que o próprio SENHOR nos castigue.
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“A verdade é que construímos este altar por medo de que, no futuro, seus descendentes digam aos nossos: ‘Que direito vocês têm de adorar o SENHOR, o Deus de Israel?
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O SENHOR pôs o rio Jordão como barreira entre o nosso povo e o povo de Rúben e Gade. Vocês não têm parte com o SENHOR’. Então seus descendentes poderão impedir os nossos de adorarem o SENHOR.
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“Por isso, resolvemos construir o altar, não para oferecer holocaustos ou sacrifícios,
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mas como testemunho. Ele lembrará os nossos e os seus descendentes de que nós também temos o direito de servir ao SENHOR em seu santuário com holocaustos, sacrifícios e ofertas de paz. Então seus descendentes não poderão dizer aos nossos: ‘Vocês não têm parte com o SENHOR’.
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“Se disserem isso, nossos descendentes responderão: ‘Vejam esta réplica do altar do SENHOR que nossos antepassados fizeram. Não é para holocaustos nem sacrifícios; é uma lembrança do relacionamento que vocês e nós temos com o SENHOR’.
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Longe de nós nos rebelarmos contra o SENHOR, ou nos afastarmos dele, construindo nosso próprio altar para holocaustos, ofertas de cereal ou sacrifícios. Somente o altar do SENHOR, nosso Deus, que está diante do seu tabernáculo pode ser usado para esse fim”.
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Quando o sacerdote Fineias e os líderes da comunidade, os chefes dos clãs de Israel, ouviram o que os membros das tribos de Rúben e Gade e da meia tribo de Manassés disseram, ficaram satisfeitos.
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Fineias, filho do sacerdote Eleazar, lhes respondeu: “Hoje sabemos que o SENHOR está no meio de nós, pois vocês não foram infiéis ao SENHOR, como havíamos imaginado. Ao contrário, livraram Israel de ser destruído pela mão do SENHOR”.
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Então Fineias, filho do sacerdote Eleazar, e os outros líderes deixaram as tribos de Rúben e Gade em Gileade e voltaram à terra de Canaã para relatar aos israelitas o que havia acontecido.
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Todos os israelitas ficaram satisfeitos, louvaram a Deus e não falaram mais em guerrear contra Rúben e Gade.
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Os membros das tribos de Rúben e Gade chamaram o altar de “Testemunho”, pois disseram: “É um testemunho entre nós e eles de que o SENHOR é, também, o nosso Deus”.
Recurso de Estudo
Versículos 1-9: Rúben e Gade, com a meia tribo de Manassés, são despedidas para voltarem às suas casas; 10-20: Um altar é levantado como testemunho; a congregação ofende-se por isso; 21-29: A reação dos rubenitas; 30-34: A satisfação dos israelitas.
Vv. 1-9. Josué despede as tribos com um bom conselho. os que têm autoridade sobre outros, têm-na em vão, a menos que guardem o mandamento, que não será cumprido corretamente sem um diligente cuidado. Particularmente, que ameis a Jeová vosso Deus, como o melhor dos seres e o melhor dos amigos; que este princípio possa reger o coração, e isto trará o cuidado e o esforço constantes para que andeis em todos os seus caminhos, mesmo nos que são estreitos e íngremes. Em todo o caso, que guardeis os seus mandamentos. Em todo tempo, em toda situação, com coração decidido a seguir ao Senhor, a servi-lo e a seu reino entre os homens de todo vosso coração e com toda vossa alma. Este bom conselho é dado a todos. Que Deus nos dê graça para aceitá-lo.
Vv. 10-20. Aqui está o afã das tribos do outro lado do Jordão, por conservar a sua participação na religião de Israel, em Canaã. À primeira vista, parecia que o propósito era estabelecer um altar em oposição ao de Siló. Deus é zeloso em relação às suas instituições; nós também devemos ser, e temer tudo o que pareça idolatria ou conduza a ela. A cormpção da religião é melhor tratada no início. Porém, a prudência em seguir esta zelosa decisão não é menos elogiável. Muitas discórdias infelizes seriam evitadas, ou resolvidas imediatamente, se fosse indagada a essência da ofensa. A lembrança de grandes transgressões cometidas anteriormente deveria nos tornar atentos contra o começo do pecado, pois o caminho do erro leva morro abaixo. Todos temos o dever de repreender o nosso próximo, quando este comete uma falta, e jamais devemos participar de seu pecado (Lv 19.17). Estava no espírito dos autênticos israelitas a oferta que deveria ser apresentada por serem bem-vindos e poderem estabelecer-se na terra onde estava o tabernáculo de Jeová.
Vv. 21-29. As tribos aceitaram boa parte da repreensão de seus irmãos. Com solenidade e mansidão, passaram a dar toda satisfação que puderam. A reverência a Deus é expressa na forma de sua invocação. Sua breve confissão de fé acabaria com toda a suspeita de seus irmãos, de que intentavam adorar a outros deuses. Falemos sempre de Deus com seriedade e mencionemos o seu nome com uma pausa solene. os que apelam ao céu com um descuidado "Deus sabe", tomam o seu nome em vão. Expressam grande confiança em sua própria retidão no assunto de sua apelação. "Deus sabe", pois, está perfeitamente familiarizado com os pensamentos e intenções do coração. Em tudo o que fazemos no tocante à fé, é nosso dever ser aprovados por Deus, e nunca devemos esquecer que Ele conhece o coração. Deus conhece a nossa sinceridade; devemos estudar a melhor maneira de dá-la a conhecer aos outros por seus frutos, especialmente aos que mostram zelo pela glória de Deus; porém, enganam-se a nosso respeito. Desdenharam do desígnio dos que os consideravam suspeitos e explicaram plenamente sua verdadeira intenção, ao edificar o altar, os que têm achado o consolo e o beneficio das ordenanças de Deus, somente podem desejar preservá-las para sua semente, e usar todo o cuidado possível para que seus filhos sejam considerados possuidores de uma parte. Cristo é o grande Altar que santifica toda dádiva; a maior evidência de nosso interesse nEle é a obra de seu Espírito em nossos corações.
Vv. 30-34. Bom é que em ambas as partes haja disposição para a paz, como houve o zelo por Deus; muitas vezes as discórdias por causa da fé podem ser as mais árduas e difíceis de pacificar, por falta de sabedoria e amor. Quando espíritos irritáveis e orgulhosos culpam injustamente a seus irmãos, ainda que sejam apresentadas plenas provas de sua injustiça, nada fará com que se retratem. Porém, Israel não foi tão prejudicado, pois perceberam a inocência de seus irmãos como sinal da presença de Deus, o zelo de nossos irmãos, através do poder da piedade, da fé e do amor, apesar do temor de se romper a unidade da Igreja, são coisas pelas quais deveríamos nos contentar e sentirmo-nos felizes. o altar foi chamado Ede, ou Testemunho. Era um testemunho de seu cuidado por conservar pura e íntegra a sua religião e daria testemunho contra seus descendentes, se estes deixassem de seguir ao Senhor. Será uma grande alegria quando todos os cristãos aprenderem a seguir o exemplo de Israel, unindo zelo e uma firme adesão à causa da verdade, com pureza, mansidão, e prontidão para entender-se uns com os outros, para explicar e ficar satisfeitos com a justificação de nossos irmãos. Que o Senhor aumente o número dos que se esforçam para manter a unidade do Espírito pelo vinculo da paz! Que a graça e o consolo crescente estejam com todos os que amam a Jesus Cristo com sinceridade!
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público