Lendo…
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Josué convocou as tropas das tribos de Rúben, Gad e da meia tribo de Manassés.
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E falou-lhes deste modo: “Vocês fizeram tudo conforme Moisés, o servo do SENHOR, vos ordenou e obedeceram a cada mandamento que vos foi transmitido, a cada ordem dada pelo SENHOR, vosso Deus.
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Não abandonaram as tribos vossas irmãs, mesmo tendo esta campanha durado tanto tempo.
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O SENHOR, vosso Deus, deu repouso a vossos irmãos, como lhes tinha prometido. Por isso, regressem aos vossos lares, à terra que vos foi dada pelo servo do SENHOR, Moisés, no lado de lá do Jordão.
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Não deixem de obedecer o mandamento e a Lei que Moisés, o servo do SENHOR, vos mandou. Amem o SENHOR, vosso Deus, e sigam o seu plano para as vossas vidas. Cheguem-se a ele e sirvam-no com zelo e entusiasmo.”
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Desta forma, Josué abençoou-os e mandou-os embora.
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(Eles regressaram à terra que Moisés lhes tinha atribuído; no que respeita à meia tribo de Manassés, a terra de Basã; a outra meia tribo recebeu igualmente terra, mas do lado ocidental do Jordão.) Josué, ao mandar regressar aquelas tropas, abençoou-as;
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disse-lhes também que repartissem os bens que tinham obtido do despojo dos combates com os seus irmãos que tinham ficado do outro lado; bens esses que consistiam em gado, prata, ouro, bronze, ferro e vestuário.
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Assim, as tropas de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés deixaram o exército de Israel em Silo, em Canaã, e atravessaram de novo o Jordão, de volta aos seus lares, à terra de Gileade.
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Contudo, antes de encetarem essa travessia, enquanto estavam ainda em Canaã, resolveram construir um grande monumento, bem visível a toda a gente, e com a forma de um altar.
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Quando o resto de Israel ouviu dizer o que eles estavam a fazer,
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mobilizaram imediatamente um exército em Silo e prepararam-se para combater aquelas tribos irmãs.
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No entanto, enviaram primeiro uma delegação chefiada por Fineias, filho do sacerdote Eleazar. Estes atravessaram o rio e vieram conferenciar com as tribos de Rúben e de Gad e com a meia tribo de Manassés.
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Nessa delegação havia dez oficiais de Israel, um de cada uma das dez tribos, um chefe por cada clã.
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Quando chegaram à terra de Gileade disseram às outras três tribos:
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“Toda a congregação do SENHOR vos pede que lhe façam saber a razão por que estão a pecar contra o Deus de Israel, desviando-se dele e construindo um altar, sinal de rebelião contra o SENHOR.
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Terá sido pouca coisa a rebelião de Peor, da qual ainda hoje não estamos completamente limpos, a despeito da praga que nos flagelou,
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e agora querem cair no mesmo erro? Sabem bem que se se revoltarem hoje contra o SENHOR, amanhã estará contra todos nós.
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Se precisam desse altar por causa da terra estar impura, venham para a terra do SENHOR, onde está o tabernáculo do SENHOR; repartiremos a nossa terra convosco. Mas não se voltem contra o SENHOR, construindo outro altar além do único altar verdadeiro do SENHOR, nosso Deus.
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Não se lembram que quando Acã, o filho de Zera, pecou, ao apoderar-se das coisas condenadas à destruição, a nação inteira foi castigada? Além do mais não foi só ele a morrer devido ao seu pecado.”
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A resposta do povo de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés àqueles oficiais foi a seguinte:
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“Nós juramos, pelo SENHOR, o Deus dos deuses, que não construímos nenhum altar em rebelião contra o SENHOR. Ele sabe bem, e que todo Israel o saiba igualmente,
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que não construímos um altar para nele realizar holocaustos, ofertas de cereais ou de paz. Que a maldição do SENHOR recaia sobre nós se o fizermos.
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Edificámos este altar, porque tememos que no futuro os vossos filhos venham a dizer aos nossos: ‘Com que direito adoram o SENHOR Deus de Israel?
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O SENHOR colocou o rio Jordão como fronteira entre o nosso povo e o vosso. Vocês nada têm a ver com o SENHOR!’ E assim os vossos descendentes seriam a causa dos nossos descendentes abandonarem o temor ao SENHOR.
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Por isso, decidimos construir este altar, não para oferecer holocaustos de animais nem quaisquer sacrifícios,
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mas como um testemunho, para mostrar aos nossos e aos vossos descendentes que nós, cá deste lado, também adoramos o SENHOR, oferecendo-lhe holocaustos, ofertas de paz e sacrifícios. Assim, os vossos filhos não poderão vir a dizer para os nossos: ‘Nada têm a ver com o SENHOR, nosso Deus.’
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No caso de virem a dizê-lo, os nossos poderão responder-lhes. ‘Vejam o altar do SENHOR que os nossos pais construíram, de acordo com o modelo do altar do SENHOR. Não servirá para oferecer holocaustos ou sacrifícios; será apenas um símbolo do relacionamento que nós e vocês temos com o SENHOR.’
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Longe de nós pretendermos afastar-nos do SENHOR ou insurgirmo-nos contra ele, construindo um altar para oferecermos os nossos holocaustos, ofertas de paz e sacrifícios. Só o altar que está defronte do tabernáculo pode ser usado para isso.”
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Quando Fineias, o sacerdote, e os outros delegados ouviram esta explicação da parte das tribos de Rúben, Gad e Manassés, ficaram muito satisfeitos.
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Fineias replicou-lhes: “Continuamos a verificar que o SENHOR tem estado no nosso meio; vocês não pecaram contra o SENHOR, como tínhamos pensado, e com essas palavras conseguiram evitar que vos destruíssemos!”
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Fineias e os outros dez embaixadores regressaram para junto do povo de Israel, relatando o seu encontro com os rubenitas e os gaditas em Gileade.
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Todo o Israel se alegrou e louvou a Deus, não se tendo falado mais de guerra contra Rúben e Gad.
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O povo destas tribos chamou ao monumento que tinham levantado Altar do Testemunho: “É um testemunho entre nós e eles em como o SENHOR é também o nosso Deus!”
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-9: Rúben e Gade, com a meia tribo de Manassés, são despedidas para voltarem às suas casas; 10-20: Um altar é levantado como testemunho; a congregação ofende-se por isso; 21-29: A reação dos rubenitas; 30-34: A satisfação dos israelitas.
Vv. 1-9. Josué despede as tribos com um bom conselho. os que têm autoridade sobre outros, têm-na em vão, a menos que guardem o mandamento, que não será cumprido corretamente sem um diligente cuidado. Particularmente, que ameis a Jeová vosso Deus, como o melhor dos seres e o melhor dos amigos; que este princípio possa reger o coração, e isto trará o cuidado e o esforço constantes para que andeis em todos os seus caminhos, mesmo nos que são estreitos e íngremes. Em todo o caso, que guardeis os seus mandamentos. Em todo tempo, em toda situação, com coração decidido a seguir ao Senhor, a servi-lo e a seu reino entre os homens de todo vosso coração e com toda vossa alma. Este bom conselho é dado a todos. Que Deus nos dê graça para aceitá-lo.
Vv. 10-20. Aqui está o afã das tribos do outro lado do Jordão, por conservar a sua participação na religião de Israel, em Canaã. À primeira vista, parecia que o propósito era estabelecer um altar em oposição ao de Siló. Deus é zeloso em relação às suas instituições; nós também devemos ser, e temer tudo o que pareça idolatria ou conduza a ela. A cormpção da religião é melhor tratada no início. Porém, a prudência em seguir esta zelosa decisão não é menos elogiável. Muitas discórdias infelizes seriam evitadas, ou resolvidas imediatamente, se fosse indagada a essência da ofensa. A lembrança de grandes transgressões cometidas anteriormente deveria nos tornar atentos contra o começo do pecado, pois o caminho do erro leva morro abaixo. Todos temos o dever de repreender o nosso próximo, quando este comete uma falta, e jamais devemos participar de seu pecado (Lv 19.17). Estava no espírito dos autênticos israelitas a oferta que deveria ser apresentada por serem bem-vindos e poderem estabelecer-se na terra onde estava o tabernáculo de Jeová.
Vv. 21-29. As tribos aceitaram boa parte da repreensão de seus irmãos. Com solenidade e mansidão, passaram a dar toda satisfação que puderam. A reverência a Deus é expressa na forma de sua invocação. Sua breve confissão de fé acabaria com toda a suspeita de seus irmãos, de que intentavam adorar a outros deuses. Falemos sempre de Deus com seriedade e mencionemos o seu nome com uma pausa solene. os que apelam ao céu com um descuidado "Deus sabe", tomam o seu nome em vão. Expressam grande confiança em sua própria retidão no assunto de sua apelação. "Deus sabe", pois, está perfeitamente familiarizado com os pensamentos e intenções do coração. Em tudo o que fazemos no tocante à fé, é nosso dever ser aprovados por Deus, e nunca devemos esquecer que Ele conhece o coração. Deus conhece a nossa sinceridade; devemos estudar a melhor maneira de dá-la a conhecer aos outros por seus frutos, especialmente aos que mostram zelo pela glória de Deus; porém, enganam-se a nosso respeito. Desdenharam do desígnio dos que os consideravam suspeitos e explicaram plenamente sua verdadeira intenção, ao edificar o altar, os que têm achado o consolo e o beneficio das ordenanças de Deus, somente podem desejar preservá-las para sua semente, e usar todo o cuidado possível para que seus filhos sejam considerados possuidores de uma parte. Cristo é o grande Altar que santifica toda dádiva; a maior evidência de nosso interesse nEle é a obra de seu Espírito em nossos corações.
Vv. 30-34. Bom é que em ambas as partes haja disposição para a paz, como houve o zelo por Deus; muitas vezes as discórdias por causa da fé podem ser as mais árduas e difíceis de pacificar, por falta de sabedoria e amor. Quando espíritos irritáveis e orgulhosos culpam injustamente a seus irmãos, ainda que sejam apresentadas plenas provas de sua injustiça, nada fará com que se retratem. Porém, Israel não foi tão prejudicado, pois perceberam a inocência de seus irmãos como sinal da presença de Deus, o zelo de nossos irmãos, através do poder da piedade, da fé e do amor, apesar do temor de se romper a unidade da Igreja, são coisas pelas quais deveríamos nos contentar e sentirmo-nos felizes. o altar foi chamado Ede, ou Testemunho. Era um testemunho de seu cuidado por conservar pura e íntegra a sua religião e daria testemunho contra seus descendentes, se estes deixassem de seguir ao Senhor. Será uma grande alegria quando todos os cristãos aprenderem a seguir o exemplo de Israel, unindo zelo e uma firme adesão à causa da verdade, com pureza, mansidão, e prontidão para entender-se uns com os outros, para explicar e ficar satisfeitos com a justificação de nossos irmãos. Que o Senhor aumente o número dos que se esforçam para manter a unidade do Espírito pelo vinculo da paz! Que a graça e o consolo crescente estejam com todos os que amam a Jesus Cristo com sinceridade!
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público