Lendo…
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Quando José chegou ao Egito, cativo dos negociantes ismaelitas, foi comprado por Potifar membro da corte do Faraó. Potifar era chefe da casa militar do rei e responsável pelo palácio real.
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O SENHOR estava com José, na casa do seu senhor, de tal forma que tudo o que fazia resultava bem.
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O próprio Potifar reparou nisso e deu-se conta de que o SENHOR estava com José de uma forma especial.
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José tornou-se o seu favorito e depressa ficou com a responsabilidade da administração da casa de Potifar e dos seus negócios pessoais.
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Logo o SENHOR começou a abençoar o próprio Potifar por causa de José. Todos os seus assuntos corriam bem e floresciam as propriedades no campo, assim como os rebanhos que tinha;
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de tal maneira que Potifar acabou por deixar sobre José a responsabilidade de tudo o que era seu. Não se preocupava fosse com o que fosse a não ser com o que queria comer cada dia.
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José era um belo moço com uma apresentação muito agradável. Por esse tempo a mulher de Potifar começou a reparar nele e acabou por convidá-lo a dormir consigo.
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Ele recusou: “O meu patrão confia-me tudo o que tem.
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Ele próprio não tem mais autoridade do que eu aqui em casa! Não me privou de coisa nenhuma a não ser de ti, porque és a sua mulher. Como é que eu ia fazer uma coisa assim tão grave? Seria um grande pecado contra Deus!”
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Ela continuava a convidá-lo todos os dias, apesar de ele sempre recusar.
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Um dia, estava José em casa cumprindo os serviços habituais e ninguém mais se encontrava ali.
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Então ela veio e puxou-o pela camisa, incitando-o a ir com ela. Mas ele preferiu deixar-lhe a camisa nas mãos e afastar-se rapidamente para fora de casa.
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Quando viu que lhe tinha ficado com a camisa,
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começou a gritar, de tal forma que as pessoas dali perto, à volta da casa, acorreram. “O meu marido trouxe para casa este escravo hebreu para nos ofender!”, exclamava. “Tentou violentar-me e, quando comecei a gritar,
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fugiu; mas deixou aqui a camisa.”
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E pôs a roupa perto dela. Quando o marido chegou
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contou-lhe a sua história: “Esse escravo hebreu que trouxeste cá para casa veio ter comigo e tentou violentar-me.
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Salvei-me porque comecei a gritar com toda a força. Ele fugiu, mas deixou aqui a camisa.”
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Ao ouvir aquilo o marido ficou furioso.
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Pôs José na prisão, onde se encontravam outros presos do rei.
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Contudo, também ali o SENHOR continuava ao lado de José, beneficiando-o com a sua bondade; e fez com que caísse na simpatia do chefe carcereiro.
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Por isso, este último depressa lhe confiou toda a responsabilidade da administração da prisão, e até todos os outros prisioneiros estavam ao seu cuidado.
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O carcereiro não se ocupava de mais nada, porque José tomava conta de tudo, e como o SENHOR estava com ele tudo lhe corria bem.
Nomes deste capítulo
Este capítulo no Atlas
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-6: José é escolhido por Potifar. 7-12: José resiste à tentação; 13-18: José é falsamente acusado por sua senhora; 19-23: José épreso; Deus está com Ele.
Vv. 1-6. Os nossos inimigos podem nos despojar das honras e dos adornos externos; porém, a sabedoria e a graça não nos podem ser retiradas. Eles podem nos separar dos nossos amigos, dos nossos parentes e da nossa pátria, mas não são capazes de separar-nos da presença do Senhor. Podem nos separar das bênçãos externas, roubar a nossa liberdade e confinar-nos em calabouços, mas não podem impedir a nossa comunhão com Deus, nem com o trono da sua graça, ou roubar de nós as bênçãos da salvação. José foi maravilhosamente abençoado mesmo na casa onde estava como escravo. A presença de Deus conosco faz com que tudo o que façamos prospere. os homens bons são uma bênção no lugar onde vivem; os bons servos podem sê-lo ainda que detestados. A prosperidade do ímpio é, de um modo ou de outro, a causa do piedoso. Aqui, uma família má foi abençoada por amor ao seu bom servo.
Vv. 7-12. A beleza de homens ou de mulheres, às vezes, é uma armadilha, tanto para eles mesmos como para os demais. Isto proíbe que se tenha orgulho por causa da beleza, e exige uma constante vigilância contra a tentação que ela espreita. Temos a grande necessidade de fazer um pacto com os nossos olhos, para que não contaminem o nosso coração. Quando a luxúria alcança o poder, sacrificam-se a decência, a fama e a consciência. A esposa de Potifar demonstrou que o seu coração estava completamente dedicado ao mal. Satanás, quando compreendeu que não era capaz de vencer José com os problemas e tribulações do mundo, pois em meio a estas ele ainda se firmava em seus princípios, assaltou-o com prazeres que produziram ainda mais destruição do que nas tentativas anteriores. Porém José, pela graça de Deus, foi capacitado para resistir e superar a tentação; e o seu escape foi um exemplo tão grande do poder divino, quanto a libertação dos três jovens da fornalha de fogo ardente. Este pecado era o que mais facilmente teria sido capaz de perturbá-lo. A tentadora era a sua senhora, aquela por cujo favor ele havia prosperado; o seu maior perigo era rejeitá-la e ela se tornar sua inimiga. A ocasião e o lugar favoreciam a tentação. A tudo isto deve ser adicionada a provocação constante e frequente. A poderosa graça de Deus, que é capaz de fazer todas as coisas, capacitou José para que vencesse este ataque do inimigo. Ele apresenta os argumentos corretos, tanto a Deus como ao seu Senhor. Estamos obrigados, tanto pela honra como pela justiça e gratidão, de não causarmos qualquer mal àquelas pessoas que confiam em nós, por mais secreto que isto possa ser feito. José não estava disposto a ofender o seu Deus. José depara-se com três argumentos: Primeiro - Considera quem era tentado. Alguém que está em um pacto com Deus, que professa a religião e o seu relacionamento com Ele; segundo - Qual era o pecado pelo qual estava sendo tentado. Outras pessoas poderiam olhar para José como se ele fosse desprezível; porém, José não pensou assim. o pecado deve ser nomeado; porém, a sua importância não deve ser desprezada. Que os pecados desta natureza sejam sempre considerados como grande maldade, como excessivamente pecaminosos; Terceiro - Contra quem José foi tentado a pecar: o Senhor. o pecado é algo contra Deus, contra a sua natureza e domínio, contra o seu amor e propósito. Por esta razão, aqueles que amam a Deus odeiam o pecado. A graça de Deus capacitou José para vencer a tentação, evitando a tentadora. Não quis permanecer conversando com a tentação, mas fugiu dela como quem escapa para salvar a própria vida. se temos a intenção de não cometer iniquidade, fujamos do pecado como a ave que foge da armadilha, e como um cervo que foge de um caçador.
Vv. 13-18. A senhora de José, após tentar em vão fazê-lo culpável, procurou vingar-se dele. Os que rasgaram as amarras da prudência jamais estarão sujeitos aos laços da verdade. Não é algo novo que o melhor dentre os homens seja falsamente acusado pelos piores delinquentes, de cometer os piores delitos. É bom que exista no futuro um dia de revelação, em que todos mostrarão o seu verdadeiro caráter.
Vv. 19-23. O Senhor de José creu na acusação. Provavelmente, Potifar escolheu o cárcere por ser o pior lugar para alguém. Porém, Deus tinha o propósito de abrir caminho para que José recebesse a devida honra. José era propriedade de seu Deus e por Ele foi honrado. Estava longe de todos os seus amigos e parentes; não tinha alguém que o ajudasse ou consolasse; porém, o Senhor estava com José e mostrou-lhe misericórdia. Aqueles que têm uma boa consciência, mesmo presos, têm consigo o bom Deus. O Senhor favoreceu José perante o guarda da prisão; este confiou nele para que administrasse os assuntos da prisão. Um homem bom fará o bem onde quer que esteja, e será uma bênção mesmo estando na condição de acorrentado e prisioneiro. Não nos esqueçamos de ver Jesus através do exemplo de José, pois Ele sofreu e foi tentado em tudo, porém sem pecar; foi caluniado, perseguido e preso, porém sem causa; foi por meio da cruz que Ele ascendeu ao trono. Que nós também sejamos capacitados a ir, submetendo-nos e sofrendo, pela mesma senda ao mesmo lugar de glória.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público