Lendo…
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1
Resposta de Job:
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“Hoje a minha queixa será feita com amargura; estou a ser castigado duramente, apesar dos meus gemidos.
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3
Oh! Se eu soubesse onde encontrar Deus! Se pudesse subir até ao seu trono e ali conversar com ele!
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4
Haveria de expor-lhe os argumentos que tenho a apresentar.
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5
Ouviria a sua resposta, compreendendo o que pretende.
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6
Estou convencido de que não iria esmagar-me com a sua superioridade e grandeza.
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7
Ouvir-me-ia, antes, com simpatia. As pessoas honestas e retas podem tratar com ele, tendo a certeza de que nele encontrarão sempre um perfeito juiz.
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8
No entanto, se o busco a oriente, lá ele não está; se me volto para o ocidente, não o descubro.
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9
Busco-o nas bandas do norte e não está; procuro-o no sul, mas também não consigo encontrá-lo.
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10
No entanto, ele conhece cada detalhe do que me acontece e, quando me tiver examinado, há de declarar-me completamente inocente; tão puro como ouro maciço.
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11
Tenho trilhado os caminhos de Deus, seguido as suas pisadas, sem me desviar delas.
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12
Não tenho rejeitado os seus mandamentos, antes desfruto deles, mais do que da própria comida diária.
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13
Contudo, a sua ideia a meu respeito permanece a mesma; quem poderá mudar os seus propósitos? Tudo aquilo que quer fazer ele faz.
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14
Por isso, fará comigo tudo o que planeou e ainda muitas outras coisas que tem em vista.
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15
Não admira, pois, que me perturbe tanto na sua presença; quando penso nisso, o terror assalta-me.
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16
Deus deu-me um coração fraquinho; ele, o Todo-Poderoso, me aterrorizou.
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17
Porque há trevas à minha volta; trevas espessas, impenetráveis, escuridão completa.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-7: Jó lamenta que Deus tenha se distanciado; 8-12: Ele afirma a sua integridade; 13-17: Os terrores divinos.
Vv. 1-7. Jó apela ao justo juízo de Deus no tocante aos seus amigos. Ele quer que sua causa seja julgada rapidamente. Cristo reconcilia consigo o mundo, e em um trono de graça mostra a sua bondade. O pecador pode buscar socorro nEle, e o crente pode ordenar sua causa diante dEle com argumentos tomados de suas promessas, de seu pacto e de sua glória. A espera paciente pela morte e o juízo é a nossa sabedoria e dever, e não pode ser sem. santo temor e tremor. Desejar ardentemente a morte e o juízo é atitude de néscio e pecado, não uma atitude digna de servos de Deus, como no caso de Jó.
Vv. 8-12. Jó sabe que Deus está presente em todos os lugares; porém, a sua mente está tão confusa que ele não pode contemplar fixamente a presença bondosa de Deus para achar consolo, ao expor o seu caso diante dEle. Seus pontos de vista são todos sombrios. Deus parecia estar distante e irado contra ele. De todos os modos, Jó expressa sua segurança de que, se for julgado, será aprovado, pois obedecera aos preceitos de Deus. Saboreara as verdades e mandamentos divinos e deleitava-se neles. Notamos aqui que Jó se justificava melhor a si mesmo que a Deus, ou em oposição a Ele (32. 2). Jó podia sentir-se limpo de todas as culpas mencionadas por seus amigos; porém, seu erro foi afirmar ousadamente que, ainda que fosse visitado pela mão de Deus, não seria castigado por causa de seus erros. Ele é culpado de uma segunda culpa quando nega que a providência trata com os homens nesta vida presente, na qual o injuriado encontra alivio e o mal é castigado por seus pecados.
Vv. 13-17. Como Jó não questiona uma vez sequer que suas provas sejam das mãos de Deus, e que não existe sorte ou azar, então como as considera? O princípio sobre o qual se baseia para enfocá-las é que a esperança e a recompensa dos servos fiéis de Deus serão dadas apenas na outra vida; sustenta que é evidente para todos que os maus não são tratados nesta vida conforme os seus pecados, mas que costuma acontecer exatamente o contrário. Ainda que obtenha a misericórdia, as primícias do Espírito da graça, fale de um Deus que certamente concluirá a obra que Ele mesmo começou, contudo, o crente aflito não deve concluir que toda a oração e súplicas serão em vão, e que deve afundar-se no desespero e desfalecer quando for reprovado por Ele. Não pode saber que a intenção de Deus, ao permitir que seja afligido, seja produzir arrependimento e oração em seu coração. Aprendamos a obedecer ao Senhor e a confiar nEle, ainda que estejamos atribulados; aprendamos a viver e morrer como agrada a Ele: não sabemos para que fim proveitoso nossas vidas podem ser abreviadas ou prolongadas.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público