Lendo…
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1
Quando fores convidado para comer com alguém de alta posição social, toma cuidado com a forma como te serves.
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2
Se és glutão, põe um freio à tua garganta.
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3
Por muito apetitosa que seja a comida, pode ser que ele queira subornar-te com alimentos e nada de bom virá desse convite.
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4
Não te esgotes com a ambição de enriqueceres, desiste de todos esses teus cálculos.
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5
Irás tu fixar o olhar naquilo que não é nada? As riquezas têm asas e desaparecerão no ar como a águia!
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6
Não fiques a dever favores a gente má; não cobices as suas concessões.
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7
A falsa bondade é um truque que usam contra ti. Eles poderão dizer-te: “Come e bebe à vontade!” Mas, na realidade, não são teus amigos, é só para te apanhar.
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8
O que receberes deles virá a azedar-te no estômago e vomitarás tudo e terás de engolir depois as doces palavras de agradecimento que lhes disseste.
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9
Não desperdices as tuas palavras com o insensato. Quanto melhor for o teu conselho tanto mais ele o desprezará.
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10
Não desloques, em teu favor, os limites das terras estabelecidos pelos teus antepassados, nem ocupes o terreno dos órfãos indefesos.
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11
Porque o seu defendor é poderoso; ele próprio defenderá a causa deles contra ti.
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12
Deixa o teu coração aplicar-se à sabedoria e à disciplina. Não recuses as críticas; elas são-te necessárias.
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13
Não deixes de corrigir os teus filhos, porque a disciplina e a correção nunca mataram ninguém.
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14
Talvez te custe castigá-los, mas estarás a contribuir para livrar as suas almas do inferno.
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15
Meu filho, como eu ficarei feliz se te tornares uma pessoa de bom senso!
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16
É verdade, terei grande alegria ao ouvir-te falar coisas retas e bem pensadas.
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17
Não tenhas inveja da vida que levam os pecadores, mas vive sempre no temor do SENHOR.
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18
Porque terás certamente um futuro feliz; a tua esperança não será iludida.
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19
Meu filho, ouve-me e sê inteligente. Dirige a tua vida nos caminhos de Deus.
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20
Não andes no meio de beberrões e de comilões, amantes só de bons acepipes.
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21
Porque virão a cair na miséria, pois essas coisas dão moleza e sonolência, levando essas pessoas, por fim, a vestir-se de farrapos.
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22
Escuta o teu pai, a quem deves a vida, e não desprezes a tua mãe, quando for velha.
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23
Faz tudo para obteres a verdade, custe o que custar; faz o mesmo para a sabedoria, para a educação e para a inteligência.
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24
O pai de um justo terá motivos de grande alegria. Que felicidade o ter-se um filho cheio de bom senso!
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25
Por isso, não deixes de dar essa alegria aos teus pais, de proporcionar esse prazer a quem te pôs neste mundo.
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26
Meu filho, dá-me o teu coração e que os teus olhos se fixem no meu exemplo.
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27
Afasta-te das mulheres de má conduta, porque são como um buraco profundo, que te atirará para uma fossa suja em que acabarás por te arruinares.
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28
Uma mulher de má vida é como um salteador que espreita a passagem das suas vítimas. Elas só servem para multiplicar entre os homens o número de infiéis.
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29
Para quem são os ais? Para quem são as angústias e tristezas? Quem é que anda sempre metido em discussões e brigas? Quem são os que andam sempre de olhos vermelhos, inflamados e cheios de mazelas interiores?
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30
São os que perdem o seu tempo na bebida, provando misturas e enchendo-se de álcool.
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31
Não te deixes dominar pelo brilho e pelo sabor suave do vinho.
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32
O mal que ele faz, quando te vencer, é como a mordedura duma serpente venenosa ou duma víbora.
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33
Terás alucinações; chegarás a dizer loucuras.
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34
Perderás o controlo de ti mesmo, de tal maneira que serás como alguém que estivesse a dormir em cima de ondas, ou atado ao cimo dum mastro.
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35
Depois disso tudo, ainda dirás: “Foi como se me tivessem dado uma sova, mas não me doeu nada! Ao acordar, a primeira coisa que procuro é outra bebida!”
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Vv. 1-3. As restrições que Deus coloca ao apetite dizem somente: Não te faças dano.
Vv. 4 e 5. Não ambiciones ser rico. As coisas deste mundo não são felicidade nem porção para a alma; os que as agarram muito firmemente não podem retê-las para sempre, nem segurá-las fortemente por muito tempo.
Vv. 6-8. Não sejas uma carga para ninguém, especialmente para os que não são sinceros. Quando somos chamados por Deus à sua festa, e permitimos que nossas almas se deleitem (Is 25.6; 55.2), participamos seguramente do Pão da vida. V. 9. O nosso dever é aproveitar todas as ocasiões para falarmos das coisas divinas; porém, se o que um homem sábio disser não for ouvido, que ele conserve a sua paz.
Vv. 10 e 11. Os órfãos estão sob a proteção especial de Deus. Ele é o redentor deles, e lhes defenderá a causa, pois é o Todopoderoso.
Vv. 12-16. Aqui há um pai que instrui o seu filho, a que este entregue a sua mente às Escrituras. Eis aqui um pai que corrige o seu filho: acompanhado de oração e abençoado por Deus, evitará a sua destruição. Eis aqui um pai que exorta o seu filho, a fim de dizer-lhe algo que será para o seu próprio bem. E que consolo será se, daqui em diante, ele corresponder à sua expectativa!
Vv. 17 e 18. A expectativa do crente não sofrerá desilusão; o final de suas provas e da prosperidade do pecador está às portas.
Vv. 19-28. O gracioso Salvador que adquiriu perdão e paz para o seu povo, com todo o amor de um pai terno, aconselha-nos a ouvir e ser sábios, e está disposto a guiar os nossos corações em seu caminho. Aqui temos um chamado fervoroso para os jovens, a fim de que estes atendam o conselho de seus santos pais. Se o coração for guiado, os passos serão bem acompanhados. Compra a verdade e não a vendas; prepara-te para deixar qualquer coisa por ela. Não a deixes por prazeres, honras, riquezas ou outra coisa deste mundo. O que o grande Deus requer é o coração. Não devemos pensar em dividir o coração entre Deus e o mundo; Ele quer tudo ou nada. Observe a regra da Palavra de Deus, a conduta de sua providência, e os bons exemplos de seu povo. São dadas precauções especiais contra os pecados mais destrutivos da sabedoria e graça da alma. É realmente uma vergonha fazer do estômago um deus. A embriaguez deixa os homens atordoados, e logo tudo se arruína. A libertinagem apodera-se do coração que deve ser entregue a Deus. Cuida-te de qualquer proximidade ao pecado; é muito difícil afastar-se dele, pois enfeitiça os homens e os arruína.
Vv. 29-35. Salomão adverte contra a embriaguez. Os que querem ser protegidos deste pecado, devem evitar a bebida alcoólica, e temer colocar-se ao alcance de sua sedução; devem prever o castigo, que ao final lhes aniquilará se o arrependimento não os guardar. Faz os homens contenderem. Os ébrios lamentam-se e choram por si intencionalmente. Os homens ficam impuros e insolentes. A língua torna-se rebelde; o coração diz coisas contrárias à razão, à religião e ao civismo. Deixa os homens aturdidos e envilecidos. Estes correm perigo de morte e condenação; estão tão expostos como se dormissem na ponta de um mastro e se sentissem seguros. Não temem o perigo, quando os terrores do Senhor estão diante deles; não sentem dor quando os juízos de Deus estão presentes sobre eles. Tão perdido está o ébrio para a virtude e a honra, tão desgraçadamente selada está a sua consciência, que não se envergonha de dizer: "Beberei novamente". Com boa razão, quem é dado à bebida deve parar antes de começar. Quem contrai um hábito, ou se vende a um pecado, que traz consigo tal culpa e desgraça, e expõe diariamente o homem ao perigo de morrer sem sentir e despertar no inferno, senão a indolência? Nestes capítulos parece que a sabedoria retoma o discurso como no princípio do livro. Devem ser consideradas como palavras de Cristo ao pecador.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público