Lendo…
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1
Ai de mim! É tão difícil encontrar uma pessoa justa como achar cachos de uvas e figos depois dos tempos da ceifa! Nem um bago se encontra, nem um só figo! Contudo, como desejo comê-los!
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2
Desaparecem os retos, não há nem uma só pessoa honesta! Todos os homens estão à espreita, armando ciladas para derramar sangue. Cada ser humano apanha o seu próprio irmão com um laço.
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3
Com ambas as mãos realizam os piores atos, e com que habilidade! Tanto o governante como o juiz, ambos se vendem por suborno. O rico paga-lhe e diz-lhe quem pretende arruinar; conspiram para torcer a justiça.
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4
O melhor entre eles é como um espinheiro; o mais reto tem um comportamento absolutamente distorcido. Mas vem chegando o vosso julgamento; o tempo do vosso castigo está mesmo aí; confusão, destruição e terror será o vosso quinhão.
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5
Não confiem em ninguém; nem no vosso melhor amigo, nem mesmo na vossa mulher!
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6
O filho despreza o pai, a filha, a mãe, e a nora diz mal da sogra. Sim, os inimigos dos homens encontrar-se-ão no seu próprio lar.
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7
Quanto a mim, esperarei pelo socorro do SENHOR; esperarei no meu Deus, o meu Salvador. Ele me ouvirá.
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8
Não se alegrem por causa do que me sucede, ó meus inimigos! Aconteça o que me acontecer, levantar-me-ei! Se for envolvido pelas trevas, o SENHOR será a minha luz.
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9
Serei paciente, se o SENHOR me castigar, porque pequei contra ele. Mas ele julgará a minha causa e recompensará os meus adversários pelo mal que me têm feito. Deus me tirará das trevas para a luz e verei a sua justiça.
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10
O meu inimigo verá que Deus está a meu favor e acabará por se envergonhar de todo o mal que me fez. “Onde está o SENHOR teu Deus?”, perguntavam eles. E agora vejo-os pisados nas ruas como lama.
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11
As tuas cidades, ó povo de Deus, serão reconstruídas; serão muito maiores e mais prósperas do que eram antes.
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12
Cidadãos de muitas terras diferentes virão prestar-te honra; da Assíria até ao Egito, e do Egito até ao rio Eufrates, dum oceano ao outro, desde as cordilheiras mais longínquas até às montanhas opostas.
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13
Contudo, antes disso, a Terra será destruída, por causa da grande maldade do seu povo.
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14
Ó Senhor, vem conduzir o teu povo, apascentar o teu rebanho! Fá-lo viver em paz e prosperidade, para que possam desfrutar das férteis pastagens de Basã e Gileade, como no passado.
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15
“Sim!”, responde o Senhor. “Farei poderosos milagres no meio de ti, semelhantes aos que fiz quando te tirei da escravidão do Egito.”
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16
Todo o mundo ficará espantado perante aquilo que farei por vocês e envergonhado pelo seu pouco poder. Toda a gente ficará muda de espanto. Os seus ouvidos não perceberão outra coisa, senão só isso!
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17
Constatarão que são iguais às serpentes, lambendo o pó como vermes, rastejando para dentro de buracos, donde sairão tremendo, para ir ao encontro do SENHOR, nosso Deus. Temer-te-ão e ficarão espantados.
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18
Onde haverá outro deus semelhante a ti que perdoa os pecados dos sobreviventes do teu povo? Tu não poderás continuar voltado contra o teu povo, porque amas a misericórdia.
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19
Mais uma vez terás compaixão de nós. Esmagarás os nossos pecados debaixo dos pés, lançá-los-ás para o fundo dos oceanos!
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20
Abençoar-nos-ás, tal como prometeste a Jacob há muito tempo atrás! Derramarás o teu amor sobre nós, como prometeste ao nosso pai Abraão!
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-7: O domínio generalizado da maldade; 8-13: A confiança em Deus e o triunfo sobre os inimigos; 14-20: Promessas e exortações para Israel.
Vv. 1-7. O profeta se queixa de viver em meio a um povo que amadurece rapidamente para a ruína, em meio ao qual muitas pessoas boas sofriam, Os homens não tinham consolo nem satisfação em suas próprias famílias, nem em seus parentes mais próximos. O desprezo e a violação dos deveres domésticos são um triste sintoma da corrupção universal. Aqueles que não cumprem os seus deveres para com os seus pais, provavelmente jamais cheguem a ser algo bom. O profeta não viu segurança nem consolo, senão em olhar para Jeová e esperar no Deus da sua salvação. Quando estamos submetidos a provas, devemos olhar continuamente para o nosso divino Redentor, a fim de ter força e graça para confiar nEle, e sermos um bom exemplo para aqueles que nos rodeiam.
Vv. 8-13. Aqueles que são verdadeiros penitentes por causa do pecado, enxergarão muitas razões para que sejam pacientes em meio às aflições. Quando nos queixamos ao Senhor sobre quão maus são os tempos, devemos nos queixar contra nós mesmos por causa da maldade dos nossos corações. Devemos depender de Deus para que Ele mesmo nos conceda a libertação no devido momento. Não devemos somente contemplá-lo, mas também buscá-lo. Em meio à maior de nossas angústias, não veremos razões para perder a esperança da salvação se contemplarmos ao Senhor pela fé, como o Deus da nossa salvação. Ainda que os inimigos triunfem e nos insultem, serão silenciados e envergonhados. Ainda que os muros de sião estejam em ruínas há muito tempo, chegará o dia em que serão reparados. Israel virá de terras distantes, sem voltar atrás por causa do desalento. Mesmo que pareça que os nossos inimigos nos derrotam, e regozijem-se sobre nós, não devemos nos desesperar. Ainda que estejamos derribados, jamais estaremos destruídos; podemos depositar a nossa esperança na misericórdia de Deus, submissos à sua correção. Nenhum embaraço é capaz de evitar os favores que o Senhor tem para a sua Igreja.
Vv. 14-20. Quando está prestes a livrar o seu povo, Deus desperta os seus amigos para que orem por eles. A oração do profeta deve ser aplicada espiritualmente ao Senhor Jesus Cristo, que cuida de suas ovelhas como o grande Pastor. Ele vai adiante delas, enquanto estão neste mundo como em um bosque. Suas ovelhas, porém, não são deste mundo. Como resposta a esta oração, Deus promete que trabalhará a favor deles, repetindo milagres operados em épocas anteriores. Como o pecado deles levou-os à escravidão, assim o perdão de seus pecados por parte de Deus, tirou-os dela. Todos aqueles que encontram a misericórdia que perdoa, não podem ter outra reação que não seja maravilhar-se por causa dela. Teremos razão para estar assombrados se soubermos que estas coisas são assim. Quando a culpa do pecado é retirada, para que não possamos ser condenados por ela, o Senhor desfaz o poder do pecado para que este não tenha domínio sobre nós, se formos deixados a sós, os nossos pecados serão demasiadamente duros para nós; porém, a graça de Deus será suficiente para submetê-los de modo que não nos governem, e então não nos destruirão, Quando Deus perdoa o pecado, Ele cuida para que jamais sejam recordados contra o pecador. o Senhor lança os pecados do pecador nas profundezas do mar (Mq 7.19); não nas proximidades da praia, onde possam novamente aparecer, mas nas profundezas do mar, para que jamais possam flutuar novamente. Todos os pecados serão lançados ali, porque quando perdoa os pecados, Deus se esquece completamente destes. Ele aperfeiçoará aquilo que se refere a nós, e com esta boa obra fará por nós tudo aquilo que for necessário para o nosso caso, e que Ele tenha prometido. Estes compromissos estão relacionados ao Senhor Jesus Cristo e ao êxito do Evangelho nos últimos tempos, à futura restauração de Israel, e o domínio final da verdadeira religião em toda a terra. o Senhor cumprirá a sua verdade e misericórdia, nem um til e nem uma vírgula sua cairão ao solo; fiel é aquEle que prometeu, e que também o fará. Lembremo-nos que o Senhor deu a segurança de seu pacto como um poderoso consolo a todos aqueles que fogem para refugiarem-se nEle, para que se firmem na esperança que está. posta diante deles em Cristo Jesus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público