Lendo…
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1
Miqueias diz: “Estou me sentindo muito mal! Estou me sentindo como se estivesse num campo, do qual já foi colhido todo fruto; como se estivesse num campo, do qual já foi colhido todas as uvas. Não sobram cachos de uvas para comer nem esses figos frescos que eu tanto gosto.
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2
Já não sobram homens fiéis na terra, não sobram pessoas honestas. Todos estão planejando uma forma de atacar e assassinar pessoas. Caçam com redes uns aos outros.
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3
As pessoas são habilidosas para fazer o mal com suas mãos. O funcionário exige dinheiro e o juiz é subornado. Os líderes importantes fazem leis que irão lhes beneficiar e fazem com que todas elas sejam cumpridas.
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4
Os melhores deles são como arbustos cheios de espinhos. Os mais honestos deles são piores que as plantas torcidas e cobertas de espinhos. Se aproxima o momento que foi anunciado pelos seus guardas. Logo chegará o dia da desgraça, os perversos serão presa da confusão.
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5
Não acredite no seu vizinho, não confie no seu amigo. Tenha cuidado daquilo que você fala com a sua esposa, inclusive quando você estiver abraçado com ela.
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6
O filho não honrará o seu pai, a filha ficará contra a sua mãe, a nora ficará contra a sua sogra e os inimigos de uma pessoa serão os da sua própria família.
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7
Mas eu estarei alerta, esperando pelo SENHOR. Pacientemente esperarei em Deus, meu Salvador; ele me escutará”.
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8
O povo diz: “Que meus inimigos não se alegrem. Embora tenha caído, eu me levantarei. Embora agora esteja no meio da escuridão, o SENHOR será a minha luz.
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9
Tenho que suportar a ira do SENHOR, porque pequei contra ele. Ele me lançará suas acusações mas fará justiça. Ele me tirará para a luz e me fará justiça.
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10
Meus inimigos vão perceber isso e ficarão envergonhados por ter rido e dito: ‘Onde está o SENHOR, seu Deus?’ Então as pessoas pisaram sobre eles como se fossem a lama das ruas”.
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11
Miqueias diz: “Vem se aproximando o dia em que você reconstruirá suas muralhas; Nesse dia, suas fronteiras se ampliarão.
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12
Nesse dia, seu povo virá até você de todos os lugares: desde a Assíria até o Egito, desde o Egito até o rio Eufrates. Virão de todos os mares e de todas as montanhas.
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13
Mas o país ficará deserto por causa dos seus moradores, como resultado de sua maldade”.
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14
O povo diz: “Guie o seu povo, guie as suas ovelhas com a sua vara. Suas ovelhas vivem sozinhas na floresta e no monte Carmelo. Faça com que vivam em Basã e em Gileade, como viviam no passado.
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15
Mostre para nós os seus milagres como os que o Senhor fez, ao sair do Egito.
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16
Que as nações vejam esses milagres e se envergonhem do poder que elas têm. Que tapem a boca com a mão e fiquem surdos os seus ouvidos.
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17
Que lambam o pó como a cobra, que se arrastem pelo chão como as serpentes. Que venham desde suas fortalezas tremendo de medo ao SENHOR, nosso Deus. Que tremam e tenham temor de você”.
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18
O povo diz: “Não tem Deus como o Senhor, que perdoa as más ações e passa por cima a rebelião do restante do seu povo. Não ficará irado para sempre, porque ele gosta de demonstrar seu amor fiel.
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19
Terá de novo compaixão de nós, perdoará nossas culpas e lançará para fora todos nossos pecados, para o fundo do mar.
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20
Mostre sua lealdade a Jacó e seu amor fiel a Abraão, como o Senhor prometeu faz muito tempo aos nossos antepassados”.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-7: O domínio generalizado da maldade; 8-13: A confiança em Deus e o triunfo sobre os inimigos; 14-20: Promessas e exortações para Israel.
Vv. 1-7. O profeta se queixa de viver em meio a um povo que amadurece rapidamente para a ruína, em meio ao qual muitas pessoas boas sofriam, Os homens não tinham consolo nem satisfação em suas próprias famílias, nem em seus parentes mais próximos. O desprezo e a violação dos deveres domésticos são um triste sintoma da corrupção universal. Aqueles que não cumprem os seus deveres para com os seus pais, provavelmente jamais cheguem a ser algo bom. O profeta não viu segurança nem consolo, senão em olhar para Jeová e esperar no Deus da sua salvação. Quando estamos submetidos a provas, devemos olhar continuamente para o nosso divino Redentor, a fim de ter força e graça para confiar nEle, e sermos um bom exemplo para aqueles que nos rodeiam.
Vv. 8-13. Aqueles que são verdadeiros penitentes por causa do pecado, enxergarão muitas razões para que sejam pacientes em meio às aflições. Quando nos queixamos ao Senhor sobre quão maus são os tempos, devemos nos queixar contra nós mesmos por causa da maldade dos nossos corações. Devemos depender de Deus para que Ele mesmo nos conceda a libertação no devido momento. Não devemos somente contemplá-lo, mas também buscá-lo. Em meio à maior de nossas angústias, não veremos razões para perder a esperança da salvação se contemplarmos ao Senhor pela fé, como o Deus da nossa salvação. Ainda que os inimigos triunfem e nos insultem, serão silenciados e envergonhados. Ainda que os muros de sião estejam em ruínas há muito tempo, chegará o dia em que serão reparados. Israel virá de terras distantes, sem voltar atrás por causa do desalento. Mesmo que pareça que os nossos inimigos nos derrotam, e regozijem-se sobre nós, não devemos nos desesperar. Ainda que estejamos derribados, jamais estaremos destruídos; podemos depositar a nossa esperança na misericórdia de Deus, submissos à sua correção. Nenhum embaraço é capaz de evitar os favores que o Senhor tem para a sua Igreja.
Vv. 14-20. Quando está prestes a livrar o seu povo, Deus desperta os seus amigos para que orem por eles. A oração do profeta deve ser aplicada espiritualmente ao Senhor Jesus Cristo, que cuida de suas ovelhas como o grande Pastor. Ele vai adiante delas, enquanto estão neste mundo como em um bosque. Suas ovelhas, porém, não são deste mundo. Como resposta a esta oração, Deus promete que trabalhará a favor deles, repetindo milagres operados em épocas anteriores. Como o pecado deles levou-os à escravidão, assim o perdão de seus pecados por parte de Deus, tirou-os dela. Todos aqueles que encontram a misericórdia que perdoa, não podem ter outra reação que não seja maravilhar-se por causa dela. Teremos razão para estar assombrados se soubermos que estas coisas são assim. Quando a culpa do pecado é retirada, para que não possamos ser condenados por ela, o Senhor desfaz o poder do pecado para que este não tenha domínio sobre nós, se formos deixados a sós, os nossos pecados serão demasiadamente duros para nós; porém, a graça de Deus será suficiente para submetê-los de modo que não nos governem, e então não nos destruirão, Quando Deus perdoa o pecado, Ele cuida para que jamais sejam recordados contra o pecador. o Senhor lança os pecados do pecador nas profundezas do mar (Mq 7.19); não nas proximidades da praia, onde possam novamente aparecer, mas nas profundezas do mar, para que jamais possam flutuar novamente. Todos os pecados serão lançados ali, porque quando perdoa os pecados, Deus se esquece completamente destes. Ele aperfeiçoará aquilo que se refere a nós, e com esta boa obra fará por nós tudo aquilo que for necessário para o nosso caso, e que Ele tenha prometido. Estes compromissos estão relacionados ao Senhor Jesus Cristo e ao êxito do Evangelho nos últimos tempos, à futura restauração de Israel, e o domínio final da verdadeira religião em toda a terra. o Senhor cumprirá a sua verdade e misericórdia, nem um til e nem uma vírgula sua cairão ao solo; fiel é aquEle que prometeu, e que também o fará. Lembremo-nos que o Senhor deu a segurança de seu pacto como um poderoso consolo a todos aqueles que fogem para refugiarem-se nEle, para que se firmem na esperança que está. posta diante deles em Cristo Jesus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público