Lendo…
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Depois de Saul ter conversado com David, este encontrou-se com Jónatas, o filho do rei. Imediatamente estabeleceu-se entre os dois uma grande amizade. Jónatas gostava tanto de David como de si próprio.
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Saul, naquele mesmo dia, tomou David para o seu serviço e não permitiu que voltasse para casa de seu pai.
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Jónatas fez com David uma aliança, porquanto tornara-se o seu melhor amigo.
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Como penhor dessa grande amizade deu-lhe a sua capa, a espada, o arco e o cinto que trazia.
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Tornou-se oficial do exército e todas as diretrizes que recebia executava-as inteligentemente. Essa nomeação foi aplaudida não só pelos que estavam ao serviço do rei como por toda a população.
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Um dia, quando o exército israelita regressava vitorioso, depois de David ter matado Golias, muitas mulheres de todas as cidades de Israel vieram ao encontro do rei Saul para o aclamar, cantando e dançando, acompanhadas de adufes e de instrumentos de música, no meio de grande alegria.
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No entanto, nos seus cantares diziam: “Saul matou os seus milhares e David os seus dez milhares!”
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Saul indignou-se muito com isto: “O quê? Louvam a David por dez milhares e a mim só por milhares? Pouco falta para que façam dele rei!”, pensou consigo.
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A partir dessa altura, o rei Saul ficou sempre de pé atrás em relação a David.
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No dia seguinte, o espírito atormentador veio sobre ele, da parte de Deus. Para o acalmar, David começou a tocar a harpa como das outras vezes que tal acontecia. Saul tinha ali ao seu alcance uma lança.
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Lançou-a repentinamente contra David com a intenção de o cravar contra a parede. Contudo, David desviou-se a tempo e conseguiu escapar-lhe. Isto aconteceu também noutra ocasião.
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Saul temia-o por o SENHOR o ter deixado e estar agora com David.
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Finalmente, Saul baniu-o da sua presença e demitiu-o do cargo de oficial do exército de 1000 homens e David liderou as tropas nas suas campanhas.
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David continuava a ser bem sucedido em tudo o que empreendia, porque o SENHOR estava com ele.
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Perante tais factos, Saul receava-o cada vez mais.
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Todo o Israel e Judá amava a David, porque era ele que liderava as tropas.
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Um dia, Saul disse a David: “Estou pronto a dar-te a minha filha mais velha, Merabe, por esposa. Mas primeiramente terás de provar que és um verdadeiro soldado, combatendo as guerras do SENHOR.” Porque Saul pensava consigo: “vale mais que o mande lutar contra os filisteus e que morra assim do que ser eu a tirar-lhe a vida.”
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“Quem sou eu para me tornar genro do rei!”, exclamou David. “A família do meu pai pouco vale!”
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Entretanto, quando chegou a altura de Merabe ser dada a David, Saul casou-a com Adriel, um homem de Meolate.
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No entanto Mical, outra filha de Saul, amava muito a David e Saul ficou satisfeito ao saber disso.
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“Aqui está uma oportunidade para que seja morto pelos filisteus!”, pensou Saul. Contudo, ao próprio David disse: “Tens ainda ocasião de te tornares genro do rei; posso dar-te a minha filha mais nova.”
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Saul deu instruções aos seus homens para que dissessem a David, confidencialmente, que o rei, no fundo, gostava mesmo muito dele; que todos, aliás, gostavam dele e achavam que deveria aceitar a proposta do rei de se tornar seu genro.
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Ele replicava-lhes: “Ficariam assim tão honrados se a filha do rei casasse com um homem tão pobre e de humilde condição como eu?”
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Quando vieram contar isto a Saul,
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este disse-lhes: “Digam a David que o único dote de que preciso é de uma centena de filisteus mortos! Vingança sobre os meus inimigos é tudo o que eu pretendo.” No entanto, o que tinha em mente era que David fosse morto nesse combate.
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David ficou muito contente com essa proposta. Assim, muito antes que o prazo fixado tivesse acabado,
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partiu, acompanhado dos seus próprios homens e matou duzentos filisteus, apresentando os seus prepúcios ao rei. E Mical foi-lhe dada por mulher.
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Quando o rei se deu conta do quanto o SENHOR estava com David, e como a sua filha Mical o amava,
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ficou ainda mais receoso, aumentando o ódio que sentia por ele de dia para dia.
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Sempre que as tropas dos filisteus atacavam, David era muito mais bem sucedido contra os inimigos do que o resto dos soldados de Saul. Dessa forma, o nome de David tornou-se famoso em toda a terra.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-5: A amizade de Jônatas e Davi; 6-11: Saul procura matar Davi; 12-30: O temor que Saul sentiu perante Davi.
Vv. 1-5. A amizade que existia entre Davi e Jónatas era o efeito que a graça divina produz no coração e na alma dos verdadeiros crentes, e faz com que se amem uns aos outros. Esta união de almas vem da comunhão com o Espírito de Cristo. Quando Deus une os corações, os assuntos carnais tornam-se muito frágeis para separá-los. os que amam a Cristo como a sua própria alma devem estar dispostos a unir-se a Ele em um pacto eterno. Certamente o fato de Davi ter sido capaz de suportar todo este respeito e honra sem jamais enaltecer-se foi uma grande prova do poder e da graça de Deus na sua vida.
Vv. 6-11. Os problemas de Davi não somente seguem os seus triunfos, como surgem deles; assim fica demonstrado o quão vãs são as coisas que parecem ser mais grandiosas neste mundo. O sinal de que o Espírito de Deus deixou os homens é que eles, como Saul, tornam-se irritáveis, invejosos, desconfiados e de mal gênio. compare as duas situações que aconteceram: em uma delas, Davi, com a harpa em sua mão, procura servir a Saul; e na outra situação, Saul, com a lança em sua mão, procura matar Davi. observe a doçura e a utilidade do povo de Deus quando é perseguido, e a desumanidade de seus perseguidores. Porém, a segurança de Davi é atribuída à providência de Deus.
Vv. 12-30. Por muito tempo, Davi foi mantido em contínua apreensão pela ameaça de ser morto por Saul; porém, perseverou em sua conduta mansa e respeitosa para com o seu perseguidor. Não é comum encontrarmos tanta prudência e discrição, especialmente quando há tantos insultos e provocações! vejamos se temos imitado o exemplo desta personagem exemplar que está diante de nós. conduzimo-nos prudentemente em todos os nossos caminhos? Existe omissão pecadora, dureza de espírito, ou algo mau em nossa conduta? A oposição e a perversidade dos demais não será motivo de escusa para o nosso mau temperamento; porém, devem aumentar o nosso cuidado e a atenção aos deveres relativos à nossa posição. "Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos" (Hb 12.3). Se Davi teve como magnífica a honra de tornar-se genro do rei Saul, deveríamos ter como muito mais privilégio a honra de sermos filhos de Deus!
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público