Lendo…
-
1
Ao diretor do coro. Poema dos filhos de Coré. Assim como a corça procura pelas águas do rio quando tem sede, também eu procuro pelo Senhor, ó meu Deus.
-
2
Tenho sede de Deus, do Deus vivo! Quando estarei na presença de Deus?
-
3
As minhas lágrimas são a minha comida de dia e de noite, porque os meus inimigos me atormentam o tempo todo e estão sempre perguntando: “Onde está o seu Deus?”
-
4
Choro quando me lembro do tempo em que conduzia a multidão à casa de Deus. Quando íamos à festa santa cantando louvores com alegria e dando graças a Deus.
-
5
Por que estou tão triste e sofrendo tanto? Confie em Deus! Voltarei a louvar o meu Deus e o meu Salvador.
-
6
Porque estou muito triste, digo: “Vou me lembrar do Senhor, aqui, em Mizar, onde o monte Hermom e o rio Jordão se encontram”.
-
7
As águas das profundezas da terra chamam outras águas profundas, com o barulho das suas cascatas. As suas fortes ondas me cobrem e me afogam.
-
8
Mostre-me, ó SENHOR, o seu amor fiel durante o dia. De noite, cantarei louvores, uma oração ao Deus vivo.
-
9
Perguntarei a Deus, minha rocha: Por que se esqueceu de mim? Por que devo sofrer tanta crueldade dos meus inimigos?
-
10
Sinto muita dor quando os meus inimigos se riem de mim, e me perguntam: “Onde está o seu Deus?”
-
11
Por que estou tão triste e sofrendo tanto? Confiarei em Deus! Voltarei a louvar o meu Deus e o meu Salvador.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
O conflito da alma do crente.
Vv. 1-5. O salmista contemplava o Senhor como o seu supremo bem, e colocou o seu coração nEle coerentemente; lançada inicialmente a âncora, a tempestade é amenizada. A alma que está sob a graça encontra pouca satisfação nos átrios de Jeová, se ali não se encontrarem com o próprio Deus. As almas jamais poderão descansar em outra parte que não seja no Deus vivo. Comparecer diante do Senhor é o desejo do justo, e é o terror do hipócrita. Nada é mais penoso para a alma crente do que aquilo que é concebido para tirar a sua confiança do Senhor. O que afligia Davi não era a lembrança dos prazeres da corte, mas a lembrança da liberdade que possuía de entrar na casa de Deus, e o deleite que sentia por estar nela. Os que conversam muito com o seu próprio coração, muitas vezes terão que repreendê-lo. Observemos a cura da tristeza. Quando a alma repousa em si mesma, ela se funde; se esta se apegar fortemente ao poder e à promessa de Deus, manterá a sua cabeça acima das grandes ondas. E que apoio teremos em relação aos 'ais' do presente, se não através do consolo que temos nEle? Temos muitos motivos para chorar por causa do pecado; porém, a depressão procede da incredulidade e de uma vontade rebelde; portanto, devemos nos esforçar e orar contra estas.
Vv. 6-11. O caminho para nos esquecermos de nossas misérias é lembrarmo-nos do Deus de nossas misericórdias. Davi contemplou as aflições que procediam da ira de Deus, e isto o desanimou. Porém, se um problema vem logo após outro, se tudo parece combinar para nos arruinar, lembremo-nos que todos são permitidos e governados pelo Senhor. Davi considera o favor divino como a fonte de todo o bem que ele espera. É no nome do Salvador que esperamos e oramos. Uma palavra dEle acalma toda a tormenta, e transforma as trevas da meianoite na luz do meio-dia; transforma as queixas mais amargas em louvores regozijantes. A nossa expectativa de fé na misericórdia deve avivar as nossas orações. Após muito tempo, a sua fé foi vencedora, e animou-o a confiar no nome do Senhor, e a permanecer no seu Deus. Ele acrescenta: "Meu Deus". Este pensamento capacitou-o a triunfar sobre todas as suas penas e temores. Jamais pensemos que o Deus de nossa vida e a Rocha de nossa salvação esqueceu-se de nós, se temos estabelecido o nosso refúgio em sua misericórdia, verdade e poder. Assim, o salmista lutou contra o seu próprio desencanto; por fim, a sua fé e esperança alcançaram a vitória. Aprendamos a controlar todas as dúvidas e os temores incrédulos. Apliquemos a promessa primeiramente a nós e, em seguida, peçamos a Deus que a realize.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público