Lendo…
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Depois percebi que existem muitas pessoas oprimidas neste mundo. Vi os oprimidos chorando sem ter quem os consolassem. Vi algumas pessoas sendo oprimidas por pessoas cruéis no poder e não havia quem as consolassem.
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Concluí que estão melhor os que já morreram que os que ainda estão vivos
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e que os que nunca nasceram tiveram melhor sorte que todos eles porque não tiveram que ver todo o mal que é feito aqui, “debaixo do sol”.
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4
Vi que as pessoas tentam triunfar e querem ser melhores do que os outros por inveja; não gostam que os outros tenham mais do que elas. Isso também é ilusório, é como tentar segurar o vento.
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5
Alguns dizem que é tolice cruzar os braços e não fazer nada, e a pessoa que não trabalhar morrerá de fome.
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6
Talvez isso esteja certo, mas acho que é melhor estar satisfeito com o pouco que se tem do que estar sempre lutando para conseguir mais.
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7
Comprovei uma coisa mais que não faz sentido:
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8
há pessoas que não têm família, nem um filho nem um irmão e mesmo assim continuam trabalhando duro. Nunca estão satisfeitas com o que têm, trabalham duro e nenhuma delas se detém para se perguntar: “Para que estou trabalhando tão duro? Por que não desfruto da vida?” Isso também não faz sentido.
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9
Dois é melhor do que um, pois trabalhar unidos é melhor para ambos.
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10
Se um cair, o outro o levanta. Mas aquele que está sozinho padece muito quando cai porque não tem quem o ajude.
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11
Se dois se deitam juntos, se aquecerão, mas se alguém dorme sozinho, não haverá quem o aqueça.
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12
Uma pessoa sozinha pode ser vencida, mas dois se defendem melhor. E três pessoas são ainda por cima mais fortes. Elas são como uma corda de três fios a qual não pode ser rompida facilmente.
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13
É melhor ser jovem pobre mas sábio, do que rei velho mas néscio, porque este último já não leva em consideração os conselhos que recebe.
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Talvez esse jovem tenha nascido pobre nesse reino ou tenha saído da prisão para tomar o poder,
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mas conheço bem as pessoas e sei que seguirão àquele jovem e ele será o novo rei.
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Serão muitos os seguidores desse jovem, ainda que depois eles mesmos já não se sentirão bem com ele. Isso também é ilusório, é como tratar de segurar o vento.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-3: As desgraças da opressão; 4-6. Os problemas da inveja; 7 e 8: Quão néscia é a cobiça; 9-12: As vantagens da ajuda mútua; 13-16. As mudanças da realeza.
Vv. 1-3. Salomão se entristece ao ver que a força prevalece contra o direito. Para onde quer que nos voltemos, veremos tristes provas da maldade e miséria dos seres humanos, que procuram criar problemas para si mesmos e uns para com os outros. Por serem assim duramente tratados, os homens sentem-se tentados a odiar e a desprezar a vida. Porém, o homem bom, ainda que em más condições enquanto está neste mundo, não pode ter motivos para desejar jamais ter nascido, posto que ele glorifica ao Senhor, ainda no fogo das tribulações, e, ao final será feliz para sempre. Os ímpios têm muita razão para desejar a continuação da vida com todas as suas aflições, porque, se morrerem em seus pecados, espera-os um estado muito mais angustiante. Se as coisas mundanas e humanas fossem nosso supremo bem, não existir seria preferível à vida, quando consideramos as diversas opressões que há neste mundo.
Vv. 4-6. Salomão toma nota da fonte de problemas peculiares aos benfeitores e inclui todos os que trabalham com diligência e cujos esforços são coroados com êxito. Vez por outra, costumam ser grandes e prósperos; porém, isto desperta inveja e oposição. Outros, ao contemplarem as aflições de uma vida ativa, esperam nesciamente mais satisfação da preguiça e do ócio. Porém, o ócio é pecado que, em si mesmo, é seu castigo. Por intermédio de uma atividade honesta, tomemos o suficiente para que não nos falte o necessário; porém, não trabalhemos com extrema cobiça porque isto só traria aflição de espírito. O dinheiro ganho com esforço e os ganhos moderados, conforme a capacidade de cada um, são os melhores.
Vv. 7,8. Quanto mais têm os homens, costumam desejar mais, e nisto põem tanto esforço que não desfrutam do que já possuem. O egoísmo é a causa deste mal. O homem egoísta não se importa com alguém; não cuida de alguém, senão de si mesmo; porém, escassamente permite, o repouso necessário para si e as pessoas que emprega. Nunca pensa que possui o suficiente. Possui o suficiente para os seus compromissos e para a sua família; porém, não tem o suficiente segundo o seu critério. Muitos estão tão envolvidos com este mundo que, por ir após este, privam-se a si mesmos, não somente do favor de Deus e da vida eterna, mas também dos prazeres desta vida. Os parentes distantes ou os estranhos, que herdaram a riqueza de um homem que age deste modo, jamais lhe agradecerão. A cobiça adquire forças com o tempo e o costume; os homens que não consideram a morte prudentemente, são mais ambiciosos e avarentos. Quão frequentemente vemos homens que professam ser seguidores daquEle que "ainda que era rico, se fez pobre por nós", e juntam ansiosamente dinheiro, guardando-o muito bem, e desculpam-se com as escusas comuns da necessidade de cuidar-se, e do perigo da extravagância!
Vv. 9-12. O que trabalha duro para manter os que ama tem mais satisfação na vida do que o avarento em seu trabalho. Em todas as coisas a união leva ao êxito e à segurança; porém, acima de tudo este fato é verdadeiro em relação à união dos cristãos. Dão assistência uns aos outros, quando exortam ou repreendem amistosamente entre si. Dão calor aos corações uns dos outros enquanto juntos falam do amor de Cristo, ou unem-se para cantar os seus louvores. Então, aumentemos as nossas oportunidades de comunhão cristã. Nestas coisas não há vaidade, ainda que haja algo dela enquanto estivermos debaixo do sol. Onde houver dois estreitamente unidos em santo amor e comunhão, Cristo virá a eles por seu Espírito; então, haverá um cordão tríplice.
Vv. 13-16. As pessoas nunca estão confortáveis e satisfeitas por longo tempo; são aficionadas pela mudança. Isto não é novidade. Os príncipes são tratados com pouca atenção por aqueles a quem pensavam que obrigariam, através de seus favores; isto é vaidade e aflição de espírito. Porém, os servos dedicados ao Senhor Jesus, nosso Rei, regozijam-se somente nEle, e o amarão mais e mais por toda a eternidade.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público