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1
Ó Deus, nós ouvimos com os nossos próprios ouvidos aquilo que os nossos antepassados nos contaram. Ouvimos falar das grandes coisas que fizeste no tempo deles, há muitos anos.
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2
Eles contaram como expulsaste os povos pagãos e puseste o teu povo na terra deles. Contaram como castigaste as outras nações e fizeste o teu povo progredir.
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3
Não foi com espadas que os nossos antepassados conquistaram aquela terra; não foi com o seu próprio poder que eles venceram. Eles venceram com o teu poder, com a tua força e com a luz da tua presença. Assim tu mostraste o teu amor por eles.
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4
Tu és o meu Rei e o meu Deus. Tu dás a vitória ao teu povo.
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5
Com o teu poder vencemos os nossos inimigos e, com a tua presença, derrotamos os nossos adversários.
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6
Não é no meu arco que eu confio, e não é a minha espada que me dá a vitória.
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7
Pois foste tu que nos livraste dos nossos inimigos e venceste aqueles que nos odeiam.
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8
Nós te louvaremos o dia todo; nós te somos gratos para sempre.
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9
Mas agora, ó Deus, tu nos rejeitaste e deixaste que fôssemos derrotados, pois já não acompanhas os nossos exércitos.
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10
Tu nos fizeste fugir dos nossos inimigos, e eles levaram embora tudo o que tínhamos.
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11
Tu nos trataste como se fôssemos ovelhas que vão para o matadouro e nos espalhaste entre as outras nações.
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12
Vendeste barato o teu próprio povo, como se nós tivéssemos pouco valor.
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13
Os povos vizinhos, vendo o que nos fizeste, caçoam e zombam de nós.
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14
Tu nos fizeste motivo de zombaria para as outras nações; os outros povos nos desprezam.
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15
Estou sempre humilhado e coberto de vergonha,
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16
ouvindo as zombarias dos meus inimigos e os insultos dos que querem se vingar de mim.
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17
Tudo isso nos aconteceu, embora não tivéssemos esquecido de ti, nem tivéssemos quebrado a aliança que fizeste com o teu povo.
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18
Não fomos infiéis a ti, nem desobedecemos aos teus mandamentos.
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19
Porém tu nos jogaste, esmagados, no lugar onde estão os monstros marinhos e nos deixaste na mais profunda escuridão.
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20
Se tivéssemos deixado de adorar o nosso Deus e orado a algum deus pagão,
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21
tu certamente ficarias sabendo disso, pois conheces os pensamentos secretos das pessoas.
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22
Mas por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro.
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23
Acorda, Senhor! Por que estás dormindo? Levanta-te. Não nos rejeites para sempre.
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24
Por que te escondes de nós? Por que esqueces dos nossos sofrimentos e das nossas aflições?
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25
Nós estamos abatidos, caídos no chão; estamos vencidos, jogados no pó.
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26
Levanta-te e vem ajudar-nos. Salva-nos por causa do teu amor.
Recurso de Estudo
Pedido de socorro e alívio.
Vv. 1-8: As experiências anteriores do poder e da bondade de Deus são um forte apoio para a fé, e poderosos argumentos ao orar, quando se está submetido às calamidades presentes. As muitas vitórias obtidas por Israel não se deveram à sua própria força ou mérito, mas ao favor e à graça de Deus. Quanto menos o mérito for nosso, maior será o consolo que proporcionará, para que vejamos que tudo provém do favor de Deus. Ele pelejou a favor de Israel porque, caso contrário, o povo de Deus teria lutado em vão. Esta passagem pode ser aplicada à implantação da Igreja no mundo, o que não foi feito por uma política humana, e nem por um poder humano de qualquer tipo. O Senhor Jesus Cristo, por seu Espírito, saiu vencedor e para vencer. E, uma vez que implanta para si uma entidade neste mundo, sustentá-la-á por seu poder e bondade. Eles confiaram e triunfaram nEle, e através dEle. Os que se gloriam, gloriem-se no Senhor. Porém, se têm o consolo de seu nome, devem dar a Ele a glória devida ao seu nome.
Vv. 9-16. O crente pode passar por momentos de tentação, aflição e desalento; a igreja tem temporadas de perseguição. Nestes instantes, o povo de Deus terá a tendência de pensar que o Senhor os abandonou, e que o seu nome e a sua verdade serão desonrados. Porém, eles devem olhar para o alto, a Deus, acima dos que são os instrumentos de suas lutas, cientes que os seus piores inimigos não teriam qualquer poder contra eles, senão aquele que é concedido do alto.
Vv. 17-26. Não devemos buscar alívio das aflições por qualquer submissão pecaminosa. Temos que meditar continuamente na verdade, na pureza e no conhecimento do nosso Deus, que esquadrinha os corações. O coração peca, e os pecados secretos são conhecidos por Deus e devem ser reconhecidos. O Senhor conhece os segredos do coração; portanto, Ele julga as palavras e as atitudes. Mesmo que os nossos problemas não nos separem de nosso dever para com Deus, não devemos tolerar que nos afastem de nosso consolo em Deus. cuidemos para que nem a prosperidade e nem o conforto nos tornem negligentes ou fracos. A Igreja não pode se inclinar a esquecer-se de Deus durante a perseguição; o coração do crente não se aparta de Deus. O Espírito de profecia referia-se àqueles que sofreram até à morte por causa do testemunho que deram acerca do Senhor Jesus Cristo. Observemos os argumentos utilizados nos vv. 25 e 26. Não se referem a méritos e nem à justiça, mas aos rogos do pobre pecador. Ninguém que pertença a Cristo será lançado fora; cada um deles será salvo, e isto é para sempre. A misericórdia divina, adquirida, prometida, constantemente derramada e oferecida aos crentes, afasta toda a dúvida que surja dos nossos pecados, enquanto oramos com fé. Redime-nos, Senhor, por amor às tuas misericórdias.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público