Lendo…
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Então Jó respondeu:
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“A melhor consolação que podem me dar é prestarem atenção ao que eu vou dizer.
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Escutem com paciência o que eu digo. Se quiserem zombar de mim, zombem depois de eu ter terminado.
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4
Será que estou me queixando de um ser humano? Será que não tenho razão por estar impaciente?
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5
Olhem para mim e ficarão espantados, cheios de terror.
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6
Quando penso no que me aconteceu, fico angustiado e o meu corpo começa a tremer.
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7
Por que as pessoas más tem uma vida longa? Por que se tornam ricos conforme vão envelhecendo?
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8
Os seus filhos crescem diante deles e se estabelecem. O mesmo acontece com os seus netos.
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9
As suas casas estão em paz e sem medo, e Deus não os castiga.
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10
Os seus bois estão sempre procriando, e as crias das suas vacas não morrem ao nascer.
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11
Deixam os seus filhos brincar nos campos como ovelhas, e eles brincam com alegria.
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12
“Os maus tocam tambores e liras, e dançam ao som da flauta.
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13
São ricos e vivem toda a vida com alegria. Por fim descem descansados ao lugar dos mortos.
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14
Dizem a Deus: ‘Deixe-nos! Não queremos andar no seu caminho.
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15
Quem é o Todo-Poderoso? Não precisamos servi-lo! E não ganhamos nada com fazer orações!’
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16
Mas é Deus quem faz com que prosperem, embora eles pensem que prosperam pelo esforço deles mesmos. Mas eu não sigo o conselho dos maus.
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17
“Quantas vezes a lâmpada dos maus se apaga? Quantas vezes eles sofrem calamidades? Quantas vezes Deus se irrita com eles e os castiga?
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18
Quantas vezes eles são arrastados como o vento arrasta as folhas? Quantas vezes são levados como o furacão leva a palha?
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19
Vocês dirão: ‘Deus não os castiga, mas irá castigar os filhos deles pelo seu pecado’. Mas eu digo que Deus deveria castigar aquele que pecar para que aprendesse a lição.
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20
É o pecador que deve ser castigado e sentir a ira do Todo-Poderoso.
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21
Será que depois de morto, ele vai se importar com o que irá acontecer com os seus filhos?
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22
“No entanto, ninguém pode dar lições a Deus! Ele é quem julga a todos, até os mais importantes.
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23
Uma pessoa morre em paz e sossego, teve uma vida próspera
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e um corpo forte e saudável.
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25
Outra, porém, morre sem ter nada na vida, e muito triste.
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26
Mas tanto uma como a outra serão sepultados no pó e cobertos de vermes.
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27
“Mas eu sei o que vocês estão pensando, sei o que vocês estão tramando para me fazer sofrer.
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28
Vocês dizem: ‘Onde está agora a casa daquele grande homem? Onde está a tenda onde viviam os maus?’
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29
Será que vocês já falaram com aqueles que viajam? Será que vocês conhecem as suas histórias? São eles os que contam
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que os maus escapam da desgraça, e que se salvam do dia da ira.
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Ninguém acusa o mau da sua má conduta. Niguém o faz pagar pelos seus atos.
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32
No seu enterro, o seu túmulo é vigiado por guardas.
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Milhares acompanham o corpo, uns na frente e outros atrás. Até a terra com que é enterrado parece ser mais suave.
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Portanto, não tentem me consolar com palavras vazias. O que vocês dizem é pura mentira”.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-6. Jó pede atenção; 7-16. A prosperidade do ímpio; 17-26. As ações da providência de Deus; 27-34: O juízo do ímpio acontecerá no porvir.
Vv. 1-6. Jó aproxima-se do assunto em debate. A prosperidade exterior é uma marca da Igreja e de seus membros, de modo que a ruína da prosperidade de um homem demonstra que é um hipócrita? Eles asseguram isso; porém, Jó não concorda. Se olhassem corretamente para ele, teriam miséria suficiente para pedir compaixão, e suas ousadas interpretações desta providência misteriosa transformar-se-iam em veneração silenciosa.
Vv. 7-16. Jó disse: "Às vezes, é permitido que caiam juízos notáveis sobre pecadores destacados; porém, nem sempre". Por que isto é assim? Este é o dia da paciência de Deus. De uma ou de outra maneira, Ele emprega a prosperidade do ímpio para servir aos seus próprios conselhos, enquanto os prepara para a destruição; porém, Ele deixará evidente que há outro mundo. Estes prósperos pecadores tomam a Deus e a religião descuidadamente, como se, por possuírem tanto neste mundo, não tivessem a necessidade de buscar o outro. Porém, a religião não é coisa vã. Se este for o nosso caso, podemos agradecer a nós mesmos por ficar fora dela. Jó mostra o quanto isso é néscio.
Vv. 17-26. Jó descrevera a prosperidade dos ímpios; Ele opõe isto nestes versículos, ao que e os seus amigos sustentaram sobre a destruição certa dos ímpios nesta vida. Ele reconcilia isto com a santidade e justiça de Deus. Ainda que eles prosperem, são levianos e indignos, são desprezíveis para Deus e os homens sábios. No auge de sua pompa e poder, só existe um passo entre eles e a destruição. Jó refere-se à diferença que a providência marca entre um e outro ímpio em relação à sabedoria de Deus. Ele é o juiz de toda a terra e fará o que for bom. A desproporção entre o tempo e a eternidade é tão grande que, se o inferno fosse a sorte de todo o pecador, finalmente haveria pouca diferença se um fosse para lá cantando e outro suspirando. Se um ímpio morre em um palácio e outro em uma masmorra, para ambos serão o verme que não morre e o fogo que não se apaga. Assim, pois, não vale a pena confundir-se devido às diferenças deste mundo.
Vv. 27-34. Jó refuta a opinião de seus amigos no sentido de que os maus, com toda a segurança, caem na ruína visível e notória, e ninguém mais senão eles; baseados neste princípio, condenavam a Jó como mau. Pergunte a quem quiser, mas o castigo dos pecadores está preparado mais para o outro mundo do que para este (Jd vv. 14,15). Supõe-se que o pecador viva aqui com grande abundância e poder, e terá um funeral esplêndido, mas triste coisa é que alguém se orgulhe diante desta perspectiva. Ele terá um majestoso monumento. Um vale com riachos, para manter verde o prado, era considerado lugar honroso de sepultura entre os povos orientais; porém, tais coisas são distinções vãs. A morte põe fim à sua prosperidade. O que faz com que um homem morra com verdadeira valentia é recordar com fé que Jesus Cristo morreu e foi colocado em uma sepultura, não somente antes de nós, mas por nós. O nosso verdadeiro consolo para a hora da morte é que Ele tenha ido antes de nós, que está vivo e vive por nós.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público