• 1 A sabedoria já edificou o seu belo palácio, levantado sobre sete colunas.
  • 2 Matou animais para o banquete, misturou o vinho e preparou a mesa.
  • 3 Já deu ordens aos criados e mandou-os ir convidar toda a gente para que venha. Ela clama a todos, desde os pontos mais altos da cidade, e onde passa mais gente:
  • 4 “Venham, aqueles que são simples, sem muita inteligência!
  • 5 Venham ao banquete da sabedoria e bebam as finas misturas que preparei!
  • 6 Deixem ficar para trás os insensatos e comecem a viver; aprendam a ter entendimento!”
  • 7 Se repreenderes um arrogante, tudo o que podes receber, é desprezo; quem censura o perverso, será insultado.
  • 8 Por isso, não repreendas o escarnecedor, para que não te aborreça; mas admoesta o sábio e ele te amará.
  • 9 Mas uma pessoa esclarecida quererá bem a quem a corrigir; um indivíduo inteligente, quando é ensinado, fica mais culto; aquele que é reto fica com mais capacidades, quando o instruem.
  • 10 O temor ao SENHOR é o fundamento de toda a sabedoria; conhecer o Deus santo é alcançar o pleno conhecimento.
  • 11 “Eu, a sabedoria, tornarei cada momento da vossa vida mais proveitoso; prolongarei os anos da vossa existência.”
  • 12 Terás toda a vantagem em seguir a sabedoria; mas, se a desprezares, terás de suportar as consequências.
  • 13 A insensatez é como uma mulher escandalosa; além do mais, é louca, e daí a sua ignorância.
  • 14 Senta-se à porta de casa, ou nos lugares mais altos da cidade.
  • 15 Faz sinais aos que vão passando e que seguem direito nos seus caminhos.
  • 16 “Venham comigo!”, diz ela aos simples, sem muita inteligência!
  • 17 “A fruta roubada é a mais saborosa; maçãs trincadas às escondidas sabem melhor!”
  • 18 E nem se dão conta de que os que antes foram com ela são agora hóspedes do mundo dos mortos.

Versículos 1-12: O convite da Sabedoria; 13-18: O convite para a prática de coisas néscias.

Vv. 1-12. Cristo tem preparado ordenanças através das quais recebe o seu povo, e pelas qual, os que crêem nEle se alimentam, e além disto recebem as mansões celestiais no além. O, ministros do Evangelho convidam os hóspedes. O convite é geral e não exclui alguém que não se exclua por si mesmo. Nosso Salvador não veio chamar os justos, mas, sim os pecadores; não aos sábios segundo os seus próprios olhos. Devemos evitar a companhia e os prazeres néscios do ímpio, ou nunca desfrutaremos os prazeres da vida santa. É vão procurar J companhia dos ímpios com a esperança de fazer-lhes bem; é muito mais provável que sermos corrompidos por eles. Não basta abandonarmos os néscios; devemos nos unir aos que andam em sabedoria. Não há verdadeira sabedoria, senão no caminho da verdadeira religião; não existe vida vindoura, a não ser no final deste caminho. Aqui está a felicidade dos que o abraçam. O homem não pode dar algo proveitoso para Deus; tudo é para o nosso bem. Observe a vergonha e a ruína dos que não o respeitam. Deus não é o autor do pecado, Satanás pode somente tentar, não pode forçar. Nós levaremos o dano daquele de quem zombamos. Isto será agregado à sua condenação.

Vv. 13-18. Quão diligente é o tentador para seduzir as almas voltadas ao pecado! O prazer sensual sela a consciência e apaga as faíscas do arrependimento. Este tentador não tem uma razão firme para oferecer, e onde ele consegue o domínio de uma alma, todo o conhecimento sobre as coisas santas é esquecido e perdido. Ele é bastante violento e pressiona muito. Devemos procurar e orar para alcançarmos a sabedoria verdadeira, porque Satanás tem muitas maneiras de afastar a nossa alma de Cristo. Não somente as luxúrias mundanas e as sedutoras abandonadas são fatais para a alma dos homens; os falsos mestres, com doutrinas que afagam o orgulho e dão liberdade aos desejos, destroem milhares. Atraem especialmente aos que têm recebido impressões sérias parcialmente. As profundidades de Satanás são os abismos do inferno, e o pecado, sem remorso, é ruína sem remédio. Salomão mostra o anzol. Os que crêem não se envolverão com tal isca. Contemple o prazer roubado, enganoso, insatisfatório, vazio e miserável que propõe o pecado; nossas almas desejam tanto o gozo eterno de Cristo, que na terra vivemos para Ele diariamente por fé, e não daqui a muito tempo, com Ele na glória.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Recurso de Estudo
Palavras no original
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